Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O Calipso de Jacques Cousteau Morre abandonado

 

Foi criada uma petição on line para salvar o navio oceanográfico "Calipso”, que durante 40 anos serviu ao comandante Jacques - Yves Cousteau para suas pesquisas , segundo seus criadores, ela pede para que o Calipso seja declarado "patrimônio nacional da França", para evitar seu abandono.

Calipso em 2007

O Calipso desde 2007 se encontra no estaleiro de Piriou, em Concameau, no noroeste da França, onde devia ter sido reformado depois de haver sido recuperado em 2006.

No entanto um conflito econômico entre os proprietários, a "Equipe Cousteau" pertencente à segunda esposa do explorador, e o estaleiro, fez com que a reforma ficasse parada desde 2009.

A petição foi criada pelo oceanógrafo Bruno Bombled e está dirigida a ministra francesa da Cultura, Aurélie Filippetti, a quem ele pede “una rápida inscrição” do barco no patrimônio nacional.

"É hora de dizer que não aceitamos que este orgulho da França por todo o globo durante décadas morra em Concarneau já que é possível salva-lo”, destaca a petição, acessível através de uma pagina na internet.

Os criadores da iniciativa consideram que se o barco fosse considerado patrimônio nacional poderia receber fundos públicos para sua recuperação e servir de exemplo para “as gerações futuras, a ciência e a paz”.

Adquirido em 1950 pelo milionário irlandês Loel Guinness, o “Calipso”, que havia sido um barco caça minas, foi alugado por Cousteau para suas pesquisas oceanográficas e para rodar seus célebres documentários.

Durante décadas navegou pelos mares de todo o mundo equipado com sofisticado material oceanográfico.

Em 1996, um ano antes da morte de Cousteau, o barco naufragou em um porto de Singapura depois de se chocar com uma barcaça.

Recuperado, foi repatriado para a França onde passou vários anos no porto de Marselha.

A propriedade do navio foi reclamada tanto pela associação da segunda e última esposa do navegador como por outra, denominada Campanhas Oceanográficas Francesas, formada por um dos filhos de Cousteau, Jean-Michel.

Finalmente, a justiça concedeu o barco a “Equipe Cousteau”, que decidiu restaura-lo para convertê-lo em um museu itinerante de divulgação científica.

Com esse fim, o navio foi enviado para o estaleiro de Concarneau em 2007.

Desde 2009, a “Equipe Cousteau” e o estaleiro Pirou mantem uma disputa judicial.

Os primeiros asseguram que o estaleiro fez serviços malfeitos no barco, enquanto o estaleiro diz que não recebeu o dinheiro conforme estava no contrato.

Por isso, os trabalhos de restauração estão paralisados e o barco se encontra abandonado em uma das vagas do estaleiro, onde esta em estado de degradação, segundo os criadores da petição.

Postado no Jonkepa

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Eu quero é velejar, mas cadê o vento?

 

Sempre me perguntam se não tenho medo de tempestades quando saio pra velejar em alto mar, quem disser que não tem medo é um grande mentiroso. Normalmente procura-se saber quais as condições metereológicas para o período da viagem, para não se correr riscos desnecessários, mas, como voces vão ver nas fotos a seguir, minhas velejadas tem me assustado mesmo é com as calmarias.

Ja estava começando a achar que elas me perseguiam onde quer que eu fosse. Na sequencia as fotos são da minha velejada com o casal Avoante em Itaparica no ultimo mes de outubro, depois as fotos da viagem para Cabo Verde no ano passado quando passamos 12 dias nessas condições e logo depois as fotos de uma velejada em maio ultimo no rio Guaíba ( desculpem mas não me acostumo a dizer lago Rio Guaíba ) com a familia Solaris, quando tinhamos uma leve brisa e na cara pra variar.

Cheguei a pensar que talvez tenha nascido pra ser lancheiro e só velejo de teimoso rsrsrs!

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Conhecendo a Ocearch

Esta semana fui convidado pelo gerente da Caterpillar em Natal, Jose Luiz, a conhecer um projeto de âmbito mundial de pesquisa sobre tubarões.

Patrocinado pela Caterpillar essa pesquisa é desenvolvida a bordo do barco M / V OCEARCH, um laboratório em alto mar super equipado, com participação de pesquisadores do país onde ela esta se desenvolvendo, para trazer mais conhecimento sobre essa espécie, que esta muito ameaçada e a qual muitas pessoas sem conhecimento acham que o melhor seria que acabasse de vez. Essas pessoas não pensam ou não fazem a menor ideia do problema que isso acarretaria ao mundo todo, já que os tubarões são topo de cadeia alimentar e sem eles outras espécies que lhe servem de alimentos, como focas e arraias, se proliferariam de tal forma que acabariam com peixes e lagostas, só para citar alguns exemplos, causando um desequilíbrio ecológico talvez irrecuperável.

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Aqui estão mais algumas informações sobre a Ocearch e sobre o barco M/V OCEARCH: 

“A OCEARCH é uma organização sem fins lucrativos com um alcance global, para uma investigação sem precedentes sobre os grandes tubarões brancos e outros grandes predadores. Em um ambiente colaborativo criado pelo fundador, presidente e lider da Expedição Chris Fischer, a OCEARCH  leva pesquisadores e instituições para gerar dados anteriormente inatingíveis sobre a movimentação, a biologia e a saúde dos tubarões para que se possa proteger o seu futuro, reforçando simultaneamente a segurança pública e a educação.

A OCEARCH é líder em pesquisa de código aberto, o compartilhamento de dados é feito em tempo quase real e gratuitamente através da Global Tubarão Tracker, que permite aos alunos e ao público aprender ao lado de PhDs.

Mais de 50 pesquisadores de mais de 20 instituições têm colaborado com OCEARCH se atualizado com mais de três dezenas de trabalhos de pesquisa em andamento ou concluídas. Expedições de pesquisa são conduzidos em todo o mundo a bordo do M / V OCEARCH, que serve como laboratório e uma nave-mãe. Utilizando uma plataforma hidráulica de 75.000 lb capacidade projetada para levantar com segurança tubarões adultos, para acesso por uma equipe multidisciplinar de pesquisa. Até 12 estudos são realizados em cerca de 15 minutos em um tubarão adulto ao vivo. O M / V OCEARCH funciona com cinco motores Caterpillar e é capaz de uma Circunavegação global.

Dezessete expedições de pesquisa foram realizados até o momento, com mais sete programadas até o final de 2015.”

sexta-feira, 25 de julho de 2014

CURSO/CHARTER DE VELA DE CRUZEIRO

Uma boa dica pra quem quer aprender tudo sobre a vida de cruzeirista, faça uma imersão nesse mundo por 04 dias.

A vela de cruzeiro cresce a cada dia no Brasil, seguindo a esteira de vários países do mundo que não tem um litoral do tamanho e diversidade do nosso. Embarcamos nessa ideia há nove anos e estamos vivendo os melhores anos de nossas vidas morando a bordo do Avoante durante todo esse tempo, conhecendo lugares maravilhosos e navegando por paisagens quase intocadas do litoral. Faz tempo que divulgamos essa vida nas páginas do jornal Tribuna do Norte, na coluna dominical Diário do Avoante, e também aqui nesse blog. Montamos o curso para aqueles que têm sonhos e planos de um dia soltar as amarras e se fazer ao mar a bordo de um veleiro de oceano, para navegar em pequenos passeios pelo litoral ou em longas travessias oceânicas. Como bem diz um amigo: “Curso de Marinização”.
Agora, depois de dois anos oferecendo o curso no formato teórico/prático e observando as necessidades e sonhos dos alunos, demos um bordo e traçamos um novo rumo, onde o aluno permanece a bordo durante os quatro dias de duração do curso, vivenciando inteiramente a vida dentro de um veleiro de oceano, Curso/Charter.
Programa:
  • O que é vela de cruzeiro
  • A escolha do barco
  • Planejamento de um cruzeiro
  • Navegação em barco a vela
  • Noções das regras de navegação
  • Carta Náutica
  • Traçar rotas
  • Navegação com GPS
  • Uso da bússola
  • Navegação com piloto automático
  • Tábuas de Marés
  • Noções de Meteorologia
  • Noções de segurança na navegação
  • Navegação noturna
  • Noções de ancoragem
  • Alimentação
  • Vestuário
Preço por pessoa:     R$ 1.500,00 (alimentação inclusa)




quarta-feira, 23 de julho de 2014

Um sopro de vida na vela de Natal

 

Com objetivos claros, de ver a classe Snipe, de veleiros monotipos, novamente fortalecida, entre as flotilhas Potiguares, o Iate Clube do Natal Atravez de seu diretor de vela, Ricardo Barbos, abriu um importante espaço para esse técnico e competitivo barco.
Sob o comando do velejador e instrutor de velas Alexandre, cinco veleiros estiveram desfilando suas velas sábado à tarde, no estuário do Potengi.

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Na esteira dos Snipes, já estão preparados também 04 laser ( RADIAL e STANDART), para reiniciar a
flotilha no mês que vem, com os velejadores Laseristas: Assis, Rodrigo, Diego, Elvis.

Esperamos que mais velejadores dessas classes que estão com barcos guardados ja faz muito tempo se empolguem e venham participar desse movimento de renascimento da vela no Iate.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Projeto Vela Social

Na minha ultima visita a Porto Alegre, tive o prazer de encontrar com o criador do Projeto Vela Social, Sergio Binato Pacheco, que se mostrou aberto a ideia de vir a Natal para juntos tentarmos implantar um projeto semelhante por aqui.

Desde 2011 venho acompanhando esse projeto criado na minha cidade natal, Porto Alegre, e que vem tendo muito exito no âmbito social e na formação de novos atletas na vela, que é nossa maior fonte de orgulho Olímpico.

O Projeto Vela Social foi criado em 2004 para beneficiar crianças e adolescentes através do esporte a vela, ja atendeu mais de 900 crianças e formou velejadores de alto rendimento na classe Open Bic.

As crianças tem oficinas de vela e meio ambiente com aprendizado técnico e tático sobre os barcos , regras,  posicionamento,  ângulos de vela, vento equilíbrio e enfim tudo o que o esporte exige para que se possa praticar com eficiência .

Projeto foi reconhecido pela UNESCO, participou do Livro de 25 anos do criança esperança, representou a cidade de Porto Alegre na Expo Internacional de Shangai em 2010, exposição para 70 milhões de pessoas sendo o maior evento do mundo, que durou 6 meses.

Inspirado no Instituto Rumo Náutico, projeto dos campeões de vela dos irmãos Grael, em Niterói, no Rio de Janeiro, que também contou com o apoio do Criança Esperança, Binatto enxerga além do horizonte atual, “Nossa intenção é que, no futuro, se desenvolva o turismo náutico, e que esse projeto tenha atividades capazes de gerar emprego e renda para esses meninos. Para isso ha aulas de marinharia, noções de navegação e carpintaria náutica. Alem de buscar formar futuros campeões da vela."



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Barcos, gatos e mulheres

 

QUAL A SINTONIA ENTRE ELES? BARCOS, GATOS E MULHERES TÊM MUITO EM COMUM, A COMBINAÇÃO PERFEITA PARA QUEM ESCOLHE VIVER A BORDO

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Há quem diga que gatos e mulheres se parecem e se relacionam melhor do que gatos e homens. Realmente, não podemos negar que a sensualidade do gato, a manha e o mistério fazem a alma do felino mais feminina. Estudos já comprovaram que os gatos se dão melhor com mulheres porque gostam dos afagos e mimos que essas lhe proporcionam. Poderia ficar aqui falando sobre lendas, mitologia, religião, tudo que liga gatos e mulheres, mas o propósito da coluna não é este, então partamos para o próximo ponto.

Vendo tantos casais e principalmente mulheres postarem fotos com seus felinos a bordo, decidi fazer uma pequena pesquisa para entender porque gato….

Uma das primeiras que conversei foi a americana Christina Curtin. Ela e o marido tem três gatos a bordo. Chris me contou algo bastante interessante e assustador… Um de seus gatos chegou a anunciar a presença de uma pessoa estranha no barco enquanto jantavam no cockpit. Chris e o marido não deram muita importância e acabaram sendo atacados por um intruso que golpeou Chris seriamente no rosto. Seu esposo conseguiu defendê-los e por sorte, o criminoso caiu na água. Foi um susto e tanto! Chris acabou indo parar no hospital. Hoje eles voltaram a viver a bordo mas com a certeza de que vão sempre prestar mais atenção nos sinais de seus gatos.

Bom, e claro, não poderia deixar de bater um papo com a querida e admirável Izabel Pimentel. Ela e Mimi deram a volta ao mundo, giraram 180 graus com o veleiro Dom, entre outras aventuras ao longo desse desafio que não podemos dizer em solitário, justamente pela presença de Mimi.

Izabel me contou que ganhou Ellen, Mimi para os íntimos, em Aratu, Bahia, quando ela ainda não tinha nem um ano de vida. Mimi logo se adaptou, mas deu alguns sustos em Pimentel.

Certo dia, Mimi caiu no mar. Izabel não tinha motor e acabou jogando a boia de homem ao mar e você acredita que a gatinha, muito calma, subiu!! Bel me contou que Mimi adora ver golfinhos, aves e baleias.

Durante a volta ao mundo, as duas brincavam de jogar bolinhas e dividiam panquecas nas refeições. Quando o mar batia com mais violência, Mimi buscava segurança no olhar de Izabel que respondia acalmando sua pequena marinheira. Aliás, Bel também contou que conversava muito em voz alta com sua gatinha e que aprendeu algo muito especial com Mimi. Aprendeu a dizer “eu preciso de você”!

Histórias assim nos fazem concluir que gatos do mar, além de companheiros, são extremamente adaptáveis e dão muito pouco trabalho.

A americana Sam Dowle vive com seu gato Kalvin a bordo do veleiro Phira, um Compromiss 909. Ela e Kalvin são ingleses e vivem no mar há dois anos e meio.

Assim como Izabel, Sam costuma conversar bastante com Kalvin, que chega até mesmo a dar “beijinhos” quando intimado. O gato também sabe o momento exato de pular do barco quando chegam em uma marina. Uma das coisas bastante interessante é que Sam acredita que o ambiente pequeno e sua relação de intimidade com Kalvin fez com que ele pegasse a rotina mais rapidamente do que se fosse em um apartamento maior. A velejadora também acredita que gatos e mulheres tem uma sintonia especial. Ah! Kalvin tem seu próprio colete salva vidas.

Mas os gatos também são temperamentais e mesmo todos sendo muito adaptáveis, cada um tem seu jeito. Uns mais independentes, outros mais carinhosos e sentimentais.

Cindy Fletcher tem dois gatos a bordo, há quatro anos. Um deles foi batizado de Perkins, justamente a fêmea… Seria uma analogia entre o motor Perkins e o temperamentalismo de uma mulher?! Só quem já passou dificuldades com um Perkins sabe do que estou falando…

Cindy me contou que Perkins fica muito à vontade durante as tempestades e que adora dormir com ela na cabine. Ela e o marido Robert são dos Estados Unidos e vivem no veleiro Tenacy, em Annapolis.

Bem, muitas me confirmaram, gatos são ótimos pescadores, são independentes e não precisam de passeios para fazer suas necessidades.

O alerta maior é para não deixar de limpar a caixinha de areia e o resto será só tranquilidade. Ah! Uma das coisas que os gatos do mar menos gostam é o barulho do motor. Mas todas foram unânimes em dizer que gatos são perfeitos para barcos, não dão trabalho, são companheiros e independentes, a companhia perfeita durante uma navegação, pois não são tão carentes como os cães.

Acho que agora terei que fazer um texto sobre os cachorros do mar. Não me sinto justa defendendo só os felinos! E também há quem ache um cão a companhia perfeita a bordo.

Marcela Rocha é instrutora de mergulho, jornalista, locutora de rádio, velejadora nas horas vagas.

Veja as fotos destas mulheres e seus felinos:

Postado por Marcela Rocha Na Revista Náutica

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Impulso à economia de Florianópolis com o setor náutico

Enquanto em Natal ja se passaram quase dez anos do projeto de implantação de uma marina, e continuamos perdendo uma oportunidade econômica imensa devido a nossa posição geografica no caminho para o Caribe, no sul e sudeste as marinas criam empregos e aumentam o turismo a cada ano.


Diversas atividades econômicas de Florianópolis estão ligadas ao mar pelo fato de o município abrigar belíssima ilha e praias continentais. Mas é possível agregar ainda mais valor, especialmente com o setor náutico. Essa virada será possível com a instalação de quatro marinas que estão em fase de licenciamento. Segundo o prefeito Cesar Souza Junior, o executivo municipal está finalizando os projetos e vai solicitar ao Serviço do Patrimônio da União (SPU) e a órgãos ambientais licanças para instalar uma marina na altura do trapiche da Beira-mar Norte e outra em área continental, ambas flutuantes, o que significa baixo impacto ambiental. Além disso, há dois projetos privados avançados, o da marina do hotel da Ponta do Coral, também flutuante, e o da Ponta do Ataliba, na área continental, perto do Parque Coqueiros, que será no Litoral e terá complexo de lojas e restaurantes.
Veja a matéria completa em nosso site:
http://www.nauticatotal.com.br/cotidiano/2699-impulso-a-economia-de-florianopolis-sc

O Furioso esta quase na água

Para quem acompanhou, está acompanhando ou quiser dar uma olhada no trabalho do Jorge Dias de Curitiba, no blog Veleiro Furioso que segundo ele “não tem a intenção de ser um manual de construção apenas o relato da diversão, agruras e desventuras da empreitada”, tem toda a historia e as fotos do trabalho que ja esta quase concluido.

Eu sou um dos que esta ansioso para ver esse barco navegando, pra valorizar todo o trabalho que o Jorge e sua familia tiveram ao longo desses quase cinco anos, que completarão agora em Julho.

Espero o dia de ver o Furioso chegando a Natal numa REFENO quem sabe e podermos comer um churrasco pra fechar essa comemoração, junto com meu amigo Eduardo que é seguidor desde o principio da obra e foi quem me indicou o Blog do Furioso.

 

 

 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O Portugues que não paga.

 

Se alguem cruzar com esse cidadão portugues, chamado Jorge, em alguma marina, por favor lembrem ele que me deve 1.600 Euros ja faz mais de um ano. A ultima vez que foi visto estava em Salvador se preparando para ir para o Caribe.

Quem leu aqui no blog a historia da minha viagem para Cabo Verde, sabe tudo o que aconteceu em 56 dias na companhia desse cidadão.

Caso alguem venha a ser contratado por ele para tripulante, ja fica sabendo o que esperar.

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Revista Mariner Brasil

 

Já nas bancas em seu numero 04 mais um  veículo para o desenvolvimento do segmento náutico.
Seja bem vinda Revista Mariner Brasil, e nunca se esqueça da vela em suas edições

.

 

 

 

Oceanis 38 by BENETEAU


Achei bem interessante essa nova proposta da Beneteau, você pode configurar o layout do barco de acordo com suas condições atuais e com o tempo ir modificando conforme a necessidade, acrescentar ou retirar beliches, mesas, cozinha ou ate mesmo anteparas inteiras. Em teoria um casal pode começar com a versão de fim de semana, mais pelada, e ir acrescentando cabines e camas a medida que os filhos vierem. Depois quando eles crescidos se forem, retire uma das cabines e a antepara de proa e transforme o barco para um casal aposentado.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

COMO CALCULAR A ALTURA DE UMA ESTRELA

Essa matéria é muito interessante. Então, eu aproveitei o conhecimento do assunto que tem meu amigo Elson Fernandes, o Capitão Mucuripe, e busquei no seu blog Velas do Mucuripe esse texto.

“O passo a passo para calcular a altura verdadeira de uma estrela segue a mesma sequência do que vimos no texto COMO CALCULAR A ALTURA DO SOL. Temos que primeiramente determinar o erro instrumental do sextante e aplicá-lo à altura instrumental obtida no momento da observação. Depois dessa primeira correção, teremos a altura observada, na qual aplicaremos a correção referente à depressão do horizonte (depressão aparente), que está relacionada com a altura do olho do observador, e assim teremos a altura aparente como resultado.

Obtida a altura aparente iremos consultar na tábua A2 constante no almanaque náutico qual o valor de correção a ser aplicado para chegarmos à altura verdadeira. No caso das estrelas, não há distinção entre a época do ano e nem quanto a limbo observado em que é feita a observação, como acontece com o Sol. A correção a ser aplicada leva em conta somente a refração atmosférica, pois não há correções para semidiâmetro e paralaxe para as estrelas por serem consideradas pontos no firmamento.

Meus amigos, ao invés de deixar um exemplo resolvido, gostaria de deixar o exercício abaixo para quem tiver interesse em resolvê-lo. Fico à disposição para dúvidas e comentários. Segue:

No dia 20/02/2014 um navegante observou a estrela POLLUX no crepúsculo civil vespertino obtendo a altura instrumental = 29º38,6'. Considerando erro instrumental = +3' e altura do olho = 4m, calcular a altura verdadeira.“

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Velejador Potiguar se destaca no brasileiro de Laser

 

A abertura do campeonato brasileiro da classe Laser aconteceu entre 15 e 19 de janeiro de 2014 na praia de Maria Farinha em Pernabuco. O evento foi organizado pelo Cabangas Iate Clube e pela Associação brasileira da classe Laser.

Nessa etapa do evento tivemos a grata surpresa de ver um velejador potiguar entre os primeiros colocados.

Apesar de poucos recursos para a vela de competição, que exige equipamentos cada vez mais modernos e consecutivamente mais caros, Alexandre Augusto Lima da Costa instrutor de vela do nosso Iate Clube do Natal foi la e mostrou que tem muita técnica para andar entre os melhores. Alexandre ficou em terceiro lugar na categoria Pré-Master.

Parabéns por essa conquista e por persistir mesmo frente a todas as dificuldades!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Expedição Schurmann a um túmulo nazista

 

Câmeras em alta definição irão desvendar o interior de submarino de guerra intocado há 71 anos no fundo do

mar em Santa Catarina

Desbravar os mares sempre esteve no DNA da família Schurmann, primeira do Brasil a dar a volta ao mundo em um veleiro. E antes de partir para outra destas aventuras, a Expedição Oriente, em setembro, Vilfredo, Heloisa e companhia pretendem ir ainda mais a fundo – literalmente – na exploração dos oceanos. Com inédita autorização da Marinha, os

Schurmann programam para março uma nova expedição ao submarino nazista U-513, afundado em 1943 na costa catarinense e encontrado por eles próprios, em julho de 2011.

A diferença da época em que o submersível foi localizado, quando foram feitas imagens externas da embarcação, é que agora a expectativa é filmar o interior do U-513 – e em alta definição.

Liderando o projeto, Vilfredo conseguiu autorização para que robôs entrem no submarino. As conversas duraram mais de um ano e a aprovação esbarrava em questões que envolviam a memória do submersível, hoje um túmulo de guerra. O acordo foi firmado após reuniões em Brasília com a Marinha e o Ministério da Defesa, em que toda a operação foi extremamente detalhada. O sinal positivo veio com o compromisso de que nada do que ainda estiver dentro da embarcação – como restos mortais e armas – será mexido.

– É a primeira vez que se faz esse tipo de exploração no Brasil e queremos resgatar uma parte importante da história – destaca Vilfredo.

A expedição a 83 quilômetros da Ilha do Arvoredo, perto da costa deGovernador Celso Ramos, será entre os dias 15 e 20 do próximo mês. A estrutura inclui duas embarcações, dois robôs e 1,5 mil quilos de equipamentos. Se o tempo permanecer bom, serão realizadas pelo menos oito descidas ao fundo do mar.

Leia mais no Diário Catarinense

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Onda gigante assusta veranistas do Balneário Cassino, no Rio Grande do Sul

 

Carros ficaram atolados e pertences foram arrastados pela água no início de tarde de domingo

Por volta das 13h30min deste domingo, um fenômeno assustou veranistas que frequentavam o Balneário Cassino, em Rio Grande, no sul do Estado. A maré subiu além da conta na Praia Molhes da Barra, o que resultou na onda que está sendo popularmente chamada de "tsunami" e que, segundo o 2º Pelotão Ambiental de Rio Grande, chegou a um metro.
De acordo com soldados da Operação Golfinho, alguns carros foram arrastados e ficaram atolados na areia. Cadeiras e guarda-sóis também foram levados pela água. Ninguém ficou ferido.
Segundo o professor de Oceanografia Geológica da Fundação Universidade Federal do Rio Grande, Lauro Calliari, o fenômeno é chamado de Tsunami Meteorológico, e ocorre quando o tempo está muito instável. Sol, nuvens e muito vento, cenário no qual o Cassino se encontra nos últimos dias, contribuiu com a aparição da onda.
— A onda aparece quando acontece o que chamamos de linhas de instabilidade. Uma onda que se forma na atmosfera se transfere para o oceano, fazendo pressão em determinado ponto, o que faz com que a água seja empurrada — explica Calliari.
Denominado squall line, o fenômeno faz com que o nível do mar suba e desça, propagando a onda.
Segundo Calliari, o Tsunami Meteorológico já aconteceu cerca de quatro vezes na praia. Em 1977 a onda chegou a três metros, resultando na morte de uma pessoa, após ser jogada às rochas dos molhes pela água.

Outra teoria é a de que o vento sul tenha se intensificado e gerado um fenômeno chamado Onda Solitária, conforme explica o professor do laboratório de Oceanografia Costeira e Estuarina da Furg, Osmar Möller:

— A energia dessa onda acabou sendo canalizada junto às pedras dos molhes, que fizeram com que a água se elevasse mais do que o normal — afirma.

Não há registro do fenômeno em outras praias do Rio Grande do Sul.
Confira os vídeos que foram gravados logo após a onda atingir a praia

Fonte: Zero Hora

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O Furioso esta quase lá!

 

Pras quem gosta de acompanhar ou tem curiosidade de ver como se faz um veleiro,uma boa dica é o blog do Veleiro Furioso. Segundo seu proprietário Jorge Dias “este é o diário da construção amadora de um veleiro de 28 pés no fundo de casa. O Blog não tem a intenção de ser um manual de construção apenas o relato da diversão, agruras e desventuras da empreitada. Fácil não é más também não é impossível e pode ser feito por qualquer um, desde que tenha muita vontade, tempo e algum $$ além da compreensão da família. Lembre-se que "Um grupo de engenheiros fez o Titanic e um amador fez a Arca".

Fica a dica, to torcendo pra ver esse barco na agua e quem sabe recebe-lo aqui em Natal.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Qual a diferença entre furacão, ciclone e tufão?

 

Você já se perguntou qual a diferença entre furacão, ciclone e tufão? Pois bem, esta matéria tentará esclarecer a sua dúvida.

Furacão visto do espaço

Essencialmente, todos são a mesma coisa, e são chamados oficialmente de ciclones tropicais. Porém, termos distintos são utilizados para identificá-los em diferentes partes do mundo.

No Atlântico, no Mar do Caribe e no Pacífico central e nordeste, o termo usado é “furacão”. Já na região noroeste do Pacífico, o termo utilizado é “tufão”. No Golfo de Bengala e no Mar Arábico, utiliza-se o termo “ciclone”.

O termo “ciclone tropical” ainda é usado no sudoeste do Oceano Índico; na região sudoeste do Pacífico e sudeste do Oceano Índico utiliza-se “ciclone tropical severo”.

Intensidade

Uma tempestade tropical é formada quando os ventos ultrapasssam os 63 km/h. Furacões, tufões, ciclones tropicais ou ciclones se formam à 119 km/h. Existem cinco classificações de intensidade, dependendo da velocidade dos ventos; a classificação mais alta é 5 e está acima dos 249 km/h.

Rotação: Quando ao norte da Linha do Equador, o sentido da rotação é anti-horário, quando ao sul, horário.

Qual é o lugar mais afetado? O noroeste do Pacífico. Um ano comum na região tem cerca de 27 tufões.

Quem decide os nomes? As listas são mantidas pela Organização Mundial de Meteorologia; são escolhidos nomes familiares à região afetada. Os nomes escolhidos são retirados da lista e substituídos por outros para evitar confusões. [News.com.au]

Fonte: Mistérios do Mundo

Náufrago salvadorenho chega às Ilhas Marshall para atendimento médico

 

  • Homem desembarca com barba espessa e caminhando com dificuldade
  • Ele afirma ter sobrevivido comendo peixes e aves capturados com as mãos e bebendo sangue de tartaruga
    <br />O náufrago José Salvador Albarengo desembarca em Majuro, nas Ilhas Marshall: ele afirma ter ficado mais de um ano à deriva<br />Foto: GIFF JOHNSON / AFPO náufrago José Salvador Albarengo desembarca em Majuro, nas Ilhas Marshall: ele afirma ter ficado mais de um ano à deriva GIFF JOHNSON / AFP

ILHAS MARSHALL - Com uma barba espessa, segurando uma latinha de Coca-Cola e caminhando com dificuldade, o náufrago que afirma ter ficado mais de um ano à deriva no Oceano Pacífico após zarpar do México desembarcou nesta segunda-feira em Majuro, capital das Ilhas Marshall.

Segundo ele, seu nome é José Salvador Albarengo, nasceu em El Salvador e sobreviveu parte do tempo em alto mar bebendo sangue de tartaruga. Um enfermeiro teve que ajudá-lo a desembarcar, após a viagem de 22 horas desde o atol de corais de Ebon. Cerca de mil pessoas aguardavam para ver a chegada do náufrago, que sorriu e acenou antes de ser levado para um hospital onde se submeterá a exames médicos.

“Eu não sabia que hora era, qual era o dia”, disse no hospital ao jornal britânico “The Telegraph”. “Só sabia quando era dia ou noite... nunca vi terra. Só oceano.”

José tem 37 anos e afirma ter zarpado do México no fim de 2012 com um companheiro, que morreu no mar, para pescar tubarões. Eles estavam em uma pequena embarcação de fibra de vidro, de 7,3 metros, cujos motores perderam as hélices. Ele conta ter se alimentado de peixes e aves, que teria apanhado apenas com as mãos.

O náufrago disse ter pensado em se matar quando o companheiro de viagem, Ezekiel morreu após quatro meses no mar. Segundo ele, Ezekiel se recusava a comer.

“Por quatro dias, eu quis me matar. Mas não pude fazê-lo”, contou ao jornal.

Ele foi encontrado a 10 mil quilômetros de distância, desorientado, em um remoto atol de corais com o qual havia topado no fim de semana. Ele tinha acabado de matar um passarinho para comer quando viu árvores.

- Ele saiu do barco com uma barba bem grande - contou o cineasta Jack Niedenthal, que vive em Majuro. - Ele está com dificuldades para caminhar, suas pernas estão muito finas. Não estou pronto para chamar isso de farsa, acho que esse sujeito passou um bom tempo no mar.

Fonte O Globo