Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink



domingo, 8 de julho de 2012

A pergunta é: Como vamos resolver esse PROBLEMA?

Esse é um texto de protesto e indignação do comandante Elson Fernandes, em seu blog Comandante Mucuripe, que resolvi mostrar e fazer essas perguntas: o que, como e pricipalmente quando vamos começar a fazer alguma coisa?

Em 2008 a revista Planeta publicou uma matéria denunciando a existência de uma enorme área tomada pelo lixo no oceano pacífico. Naquela época essa área já ocupava um território marítimo de 680.000 km2. É impressionante saber que nada foi feito desde então e, agora em plena RIO+20, constatamos que nada será feito em breve, pois acabaram de alterar o texto referente às medidas que deveriam ser tomadas com urgência para despoluição dos oceanos, adiando essa "preocupação" por parte dos "líderes governantes" para 2014. É VERGONHOSO E REVOLTANTE! Esses irresponsáveis não pensam que estão cada vez mais contribuindo para a própria extinção. SOMOS UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO!

sábado, 7 de julho de 2012

Realizando um sonho

Dando aquela passada pelo blog do Maracatu, me impressionou o post que fala do Aventura e a realização de um sonho. Só o fato de de falar do Aventura, um veleiro de 50 anos e que ainda faz bonito ate contra veleiros mais jovens, ja seria de impressionar, mas o que chamou a atenção foi o fato de que Átila Bohm, um cara que tem zilhões de milhas passadas por baixo das tantas quilhas em que ja velejou, tinha um sonho de menino de velejar no Aventura. Sendo um barco de sua terra(RS) e conhecendo tanta gente da vela, jamais imaginei que ele tivesse um sonho desses e levasse tanto tempo a realiza-lo. Mas foi finalmente realizado durante a Regata de Veleiros Clássicos de Angra dos Reis. Agora, olha a felicidade do Cara!

 

clip_image002clip_image004

segunda-feira, 2 de julho de 2012

E o vento levou

O norte-americano Matt Rutherford crava seu nome entre os grandes velejadores ao dar a volta completa em todo o continente americano

 



O JOVEM E O MAR: Acima Matt posa para autorretrato; à esq., o temido
cabo Horn e, por fim, o barco St.Brendan

O NORTE-AMERICANO MATT RUTHERFORD é daqueles velejadores que sonham alto e voam longe. Em junho do ano passado, subiu em seu barco de 27 pés (8 metros), batizado de St. Brendan, e se lançou oceano afora. Cercado de água por todos os lados, tinha como companheiros apenas os pássaros, os peixes, o céu e um objetivo ambicioso: atravessar, sozinho, a lendária Passagem Noroeste que interliga o oceano Pacífico e Atlântico, no Ártico e, de quebra, se tornar a primeira pessoa do planeta a velejar toda a costa das Américas. Trezentos e nove dias depois, a conquista, encerrada em 18 de abril, colocou um ponto final em um projeto de seis anos e 42.600 quilômetros que cravou o nome de Matt na seleta lista dos grandes velejadores de sua geração.
Nascido há 31 anos, Matt cresceu em Utah, curiosamente um estado dos Estados Unidos sem saída para o mar. Foi somente depois de adulto que começou a viajar em busca de aventuras. “Meu primeiro grande desafio aconteceu aos 20 anos de idade. Peguei minha bike e pedalei durante 100 dias pelo Vietnã, Camboja e Tailândia. Porém o dinheiro que economizei só deu para a passagem de avião. Por isso, dormia em qualquer lugar. Mas conheci cidades, selvas e vilas. Foi incrível”, relembra.
Em 2004, depois de se mudar para Maryland, na costa leste do país, Matt começou a praticar a vela. Em pouco tempo, viu-se imaginando jornadas emocionantes, nas quais poderia conhecer um mundo totalmente novo e surpreendente. A segunda grande viagem levou cinco anos para acontecer. Desta vez, diferentemente da bicicleta, ele precisou se familiarizar com as técnicas de navegação e aprender a lidar com os truques dos oceanos. Ao se sentir seguro, recolheu sua âncora e rumou para a Europa, África e Caribe.
A maior expedição marítima de Matt ainda demoraria alguns bons anos, ao longo dos quais adquiriu mais experiência. Passou a escrever para revistas especializadas no assunto e, aos poucos, consolidou a paixão por tudo o que se relaciona com o mar. “Depois de pequenas expedições, decidi pensar grande e coloquei como meta cruzar sozinho, só com meu barco a vela, a Passagem Noroeste. Inspirei-me nas histórias de grandes lendas desse esporte, e isso me incentivou a tentar um percurso sem paradas. Muitas pessoas riam de mim quando eu lhes contava meus planos”, diz Matt, que se manteve decidido mesmo diante dos olhares mais incrédulos.

Expedições dessa escala muitas vezes demoram anos para acontecer, já que demandam recursos, tempo e uma boa lista de apoiadores. As primeiras dificuldades não abalaram o velejador. Sem conseguir atrair grandes patrocinadores, o aventureiro foi organizando a viagem sozinho, pacientemente. Para economizar dinheiro, Matt viveu em seu barco, aportado em Maryland, pelos 11 meses que antecederam o início do desafio. “Eu comia macarrão instantâneo todos os dias para não gastar”, diz. Apesar do curto orçamento e do barco um tanto modesto, o projeto foi criando vida e se tornando realidade.
Depois de preencher cada espaço vazio de sua embarcação com alimentos e equipamentos fornecidos pelos patrocinadores, Matt zarpou de Annapolis, em Maryland, em 13 de junho de 2011. Os primeiros dias de navegação foram marcados por grandes ventos. Era difícil controlar a ansiedade diante da natureza mostrando toda a sua força, mas ele tentou ver o lado bom: o vento seria seu motor de popa nos próximos meses. “Sem vento, é quase impossível sair do lugar quando se está velejando. Então é importantíssimo estar em sintonia com ele”, conta, explicando como fez para manter a calma. Seguindo o trajeto planejado, rumou primeramente para o extremo norte das Américas. “Era bom estar sozinho. No segundo dia, acionei, sem querer, o dispositivo do extintor de incêndio e sujei o barco todo. E ri de mim mesmo”, relembra.
A caminho da Passagem Noroeste, ao norte do Ártico, grandes icebergs fizeram da paisagem azul um visual deslumbrante, principalmente na baía de Baffin, próximo à Groelândia. “Quando encontrei a primeira montanha de gelo, senti que finalmente caminhava para o desconhecido. Também caiu a ficha de que eu estava totalmente sozinho naquela imensidão branca”, diz o velejador. Ali foi duro conseguir dormir, já que qualquer desatenção poderia levar o pequeno barco ao encontro de icebergs.



E O BARQUINHO VAI: Altos visuais e bons ventos não faltaram na expedição

A PASSAGEM NOROESTE é uma histórica via marítima composta por uma sequência de estreitos no norte da América que permitem a ligação entre o oceano Pacífico e Atlântico. O renomado explorador norueguês Roald Amundsen – que liderou a primeira expedição bem-sucedida a atingir o Polo Sul – atravessou a via pela primeira vez em 1905, com outros seis tripulantes, no veleiro Gjøa. Matt ultrapassou-a perto do 50º dia da expedição. Com o feito, ele quebrou o recorde de menor embarcação que já atravessou o local. “Estar ali, naquele lugar tão remoto e significativo, foi emocionante. Aliás, todos os meus dias no mar foram incríveis. É difícil me acostumar com a terra firme de novo”, diz.
Para se distrair no silêncio do oceano, além do seu Ipod, Matt levou também livros de história. “Sou fascinado por literatura. Então aproveitei o tempo livre para atualizar minha leitura. Levei uma série enorme sobre a queda do império romano. Era uma leitura lenta, por isso veio a calhar.” Depois de uma noite turbulenta ainda próximo à Passagem Noroeste, os ventos eram fortes e a embarcação quase virou. Muita água invadiu a cabine, que possuía um lento sistema de drenagem. “Meus livros estragaram. Perdi o pouco de diversão que tinha.” O mais difícil nestes 309 dias, segundo ele, foi a ausência de outro ser humano com quem conversar. “Olhar para a pessoa com quem você está falando, sabe? Foi dura também a saudade de dormir em uma cama real. Na verdade, de dormir em geral, já que sempre precisava ficar atento a cargueiros, icebergs e rochedos”, explica.
Matt navegou também pelo Alasca, Chile e Brasil. No final de dezembro, ele se viu cara a cara com um dos maiores obstáculos de sua expedição: o cabo Horn, área rochosa que marca o ponto mais meridional do continente sul-americano. Localizado no encontro de três oceanos, o cabo Horn é palco constante de tempestades, com ondulações que chegam a nove metros de altura e poderosos vagalhões. “Depois de 208 dias, lá estava eu diante do perigo real outra vez. Qualquer descuido era um convite para um acidente. O Ano Novo trouxe um vendaval. Achei divertido ver, de novo, a água descendo as escadas do meu barco. Afinal de contas, eu estava lá para passar por experiências assim, né?”
No dia 18 de abril, Matt navegou para o fim da sua viagem. No píer de Annapolis, sua família e moradores da cidade o aguardavam para parabenizá-lo pela conquista, chamando-o de herói. O jornal Washington Post relatou a cena em um artigo especial, no qual o repórter não deixou de notar que Matt fez o discurso de chegada ainda descalço, mostrando as unhas enegrecidas do dedão do pé e balbuciando frases meio desconexas devido ao cansaço e à emoção.
Matt pretende escrever um livro contando todos os detalhes desses dez meses de aventuras. “Também quero organizar outras expedições para os próximos dez anos, principalmente ao Ártico. A verdade é que cheguei aqui sem pensar muito no futuro. Quero que minha vida continue assim, cheia de bons ventos.”

Por Mariana Mesquita
(Reportagem publicada originalmente na Go Outside de junho de 2012)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Projeto do novo barco one-design da Volvo Ocean Race foi apresentado na França

 

A mudança vai permitir uma significativa redução de custos e o aumento da flotilha.

Foto: Divulgação / Volvo Ocean Race

O diretor geral da Volvo Ocean Race, Knut Frostad, apresentou, hoje em Lorient (França) – onde as equipes se preparam para a última etapa –, a nova classe de barco que competirá nas duas próximas edições da Regata de Volta ao Mundo. A mudança vai permitir uma significativa redução de custos e o aumento da flotilha.
O novo barco é um monocasco de 65 pés (19,8 metros de comprimento)one-design, concebido pela Farr Yacht Design, dos Estados Unidos, e será construído por um consórcio de estaleiros da Inglaterra, França, Itália e Suíça. O acordo firmado entre a Volvo Ocean Race e este consórcio garantirá a construção de um mínimo de oito unidades para competir nas duas próximas edições.

Foto: Divulgação / Volvo Ocean Race

Os trabalhos começarão já no próximo mês de julho, com a construção do molde prevista para agosto. A primeira unidade deverá estar pronta em junho de 2013, com mais de um ano de antecedência antes do início da 12ª Volvo Ocean Race, que partirá de Alicante na segunda metade de 2014. A partir do momento em que a primeira unidade for entregue, um barco novo será concluído a cada sete semanas.
Apesar de ter 5 pés (1,5 metros) a menos que o atual Volvo Open 70, o novo desenho permitirá performance parecida às das últimas três edições (2005-06, 2008-09 e 2011-12). O barco estará equipado com a última tecnologia em vídeo, comunicação por satélite e produção de conteúdos para seguir evoluindo com o programa de comunicação online iniciado na edição 2008-09.

Foto: Divulgação / Volvo Ocean Race

O acordo anunciado hoje em Lorient foi possível depois que a Volvo Ocean Race S.L.U. assegurou o financiamento necessário para garantir o processo de concepção e construção dos barcos conforme o programa estabelecido. Os barcos serão comercializados pela empresa britânica Green Marine, responsável por sua montagem final. Os estaleiros Multiplast (França), Persico S.p.A. (Itália) e Decision S.A. (Suíça) fabricarão os diferentes componentes de cada barco.
De acordo com Knut Frostad, será possível montar uma campanha competitiva por menos de 15 milhões de Euros. O custo final de um barco, pronto para navegar, incluindo os jogos de velas tanto para o período de preparação como para a regata completa, ficará em torno de 4,5 milhões de Euros, o que significa uma redução de 50% em cada regata.
Durante sua apresentação, Knut Frostad destacou: “Este novo desenho, aliado ao acordo de construir um mínimo de oito unidades, levará a Volvo Ocean Race a uma nova era. Representa um novo marco para a regata que, ao longo de seus 39 anos de história, nunca hesitou em evoluir. O salto ao conceito one-design nos proporciona um extraordinário ponto de partida para planejar nossas duas próximas edições e coloca a Volvo Ocean Race em uma posição privilegiada para seguir avançando”.

 

Jeni Andrade
Da Redação da Revista Nautica, com informações da assessoria de imprensa

terça-feira, 26 de junho de 2012

SOLSTÍCIO DE JUNHO E A MEDIÇÃO DO GLOBO TERRESTRE

Navegando pelo blog do Comandante Mucuripe,encontrei esse post que achei interessante e tomei a liberdade de traze-lo para os meus  leitores.

Hoje, às 20:08:48 o Sol estará na sua maior declinação norte em relação ao equador celeste em função do movimento de translação da Terra em torno do Sol, marcando assim o início do verão no hemisfério norte e do inverno no hemisfério sul. E, foi justamente no Solstício de junho, há mais de 2 mil anos atrás,  que Eratóstenes fez os cálculos de medição da circunferência do globo terrestre baseando-se em suas observações relativas ao momento de maior altura do Sol naquele dia em diferentes lugares e seus respectivos ângulos formados pelas sombras produzidas no instante observado. Vou explicar melhor:

Há mais de dois mil anos, Eratóstenes (276-196 AC), cientista da cidade de Alexandria, no Egito, obteve informações por intermédio de viajantes de que em Siena, cidade ao Sul de Alexandria, quando o Sol estava em sua maior altura no céu de meio-dia, os objetos não produziam sombra naquele dia de 21 de junho. Então, ele concluiu que Siena deveria estar sobre o trópico de câncer (23º norte), pois já se sabia da declinação máxima que o Sol atingia no Solstício. Deduziu que Siena estava no mesmo meridiano que Alexandria.

A partir dessas informações Eratóstenes julgou ser possível calcular a circunferência da Terra. Para isto, precisaria saber a distância entre as duas cidades, e no instante da culminação do Sol no dia 21 de junho, calcularia o ângulo formado pela sombra de um objeto(coluna vertical) em Alexandria, obtendo assim um arco de meridiano, que equivaleria a uma parte da circunferência da terra em graus. Sabendo a altura da coluna e o tamanho da sombra produzida, ele obteve o ângulo de 7º12' . O ângulo de incidência dos raios solares têm como referência o centro da Terra. Então, se naquele momento os raios solares incidiam em Siena com ângulos de 90º, Eratóstenes concluiu que a distância entre as duas cidades equivaleria ao tamanho do arco de meridiano produzido pelo ângulo da sombra do objeto localizado em Alexandria no mesmo instante. Ele soube por viajantes, que a distância entre as cidade era de 925 km. Como 7º12' correspondem a 1/50 de 360º, ele chegou ao resultado de 46250 km. No entanto, a informação da distância entre as cidades não era precisa,  Siena não está exatamente sobre o trópico de câncer, as duas cidades não estão precisamente sobre o mesmo meridiano, o que resultou num erro de aproximadamente 6000 km. Porém, isso não desmerece nem um pouco os cálculos e observações de Eratóstenes.

Postado por Elson Fernandes

sábado, 23 de junho de 2012

Mais um lindo barco veio morar no rio Potengi

Ontem chegou a Natal o veleiro Tranquilidade do comandante Flavio Alcides,um BV43,trazido de São Luiz do Maranhão pelo seu comandante e pelo casal Avoante,Nelson e Lucia

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Noticias do Casal Avoante

Para quem quiser acompanhar a viagem dos nossos amigos Nelson, Lucia e Flavio Alcides na travessia de São Luis do Maranhão para Natal, é so clicar na figura e seguir o Spot do Tranquilidade.

spot

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Simpósio de Segurança do Navegador Amador

Vem ai mais um Simpósio de segurança do navegador amador, de 31 de agosto a 02 de novembro  em Salvador. É só clicar na imagem abaixo e obter todas as informações.

simposio

domingo, 10 de junho de 2012

Um veleirinho bom pra começar

 

Achei uma propaganda desse veleirinho que parece ser bom pra quem ta pensando em começar a velejar, facil de montar e velejar e com um preço atraente de R$ 3.990,00 no site da Velamar .

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Encontro do MSB

Numa feijoada na granja do Eduardo, foi oficializada sua adesão e da sua noiva Alessandra ao MSB(movimento dos sem barco), na presença do Presidente Myltson e do tesoureiro(eu),foi convencionado que não havera taxa de adesão nem mensalidade que é para termos mais tempo para pensar em velejar e não ter que ficar fazendo calculos.Contamos com a presença dos familiares do Eduardo, sua noiva Alessandra e o casal Avoante,Nelson e Lucia.