Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink



Mostrando postagens com marcador Pensamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pensamentos. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de junho de 2013

O feitiço que é velejar


velejar pela primeira vez pode mudar o destino das pessoas.
Quando você está no alto-mar, o veleiro deslizando na água, o silêncio sendo quebrado somente pelo farfalhar das velas contra o vento, o ruído do mar contra o costado, você não percebe a presença de Netuno, Rei dos Mares, movimentando seu tridente, envolvendo os marinheiros de primeira viagem, desavisados do poder de sua magia. Quando percebe que alguma coisa estranha está acontecendo com você, já é tarde demais. Você foi enfeitiçado pelo mar.

Heloísa Schurmann

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A natureza é absoluta. É Deus. E o mar é sua maior imagem.

Reflexão de Helio Setti Jr. no final de seu livro Aventuras no Mar

mar_do_norte_gr

“Depois de tudo que vivi e aprendi no mar, naquele momento senti o quanto eu sabia pouco sobre os segredos, os humores, os mistérios do mar. O mar, das coisas que podemos tocar, é a mais infinita. Pra mim ele é realmente infinito, imponderável. Quem um dia já esteve flutuando distante a 1.000, 2.000 milhas de terra, há de concordar comigo que ele é infinito. Não existe medida para medi-lo, não existe vista que ultrapasse seu horizonte, não há ser humano que mergulhe até seu fundo ou que consiga nadar um oceano inteiro. O mar é a maior expressão da natureza, e é ela a essência, a alma, a razão de ser do mundo em que vivemos.

O conhecimento adquirido ao longo dos anos me mostrou essa grandiosidade, essa imponderabilidade. Do muito que aprendi do mar, descobri que quase nada sei sobre ele. A consciência do saber traz a certeza do desconhecimento. Nisso esta talvez a maior beleza do mar. Se eu vivesse 200 anos a estudá-lo, a tentar entende-lo, talvez mal arranhasse todo o saber que poderia tirar dele. Se passasse a vida navegando sem parar, ainda assim não percorreria todas as milhas que o mar oferece, nem chegaria a conhecer todos os recantos, ilhas, baías, praias, recifes que existem pelo mundo, e provavelmente tambem não conheceria todas as suas faces,suas infinitas combinações de corrente,vento e humor.

Ciente desse meu desconhecimento da essência do mar, sou feliz, pois se não a domino, pelo menos tenho conciência dela.”

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Esses mares, misteriosos, porque se sabia menos deles

Nessa era de abundância de informações a nossa tendência é a de acreditar em (quase) tudo que vem de uma fonte confiável como a NOAA, a Meteo France ou o nosso INPE. De fato, o índice de acerto desses órgãos cresce e sofistica-se a cada ano. O problema é que a previsão mais longa, para quatro ou mais dias, é baseada somente em modelos matemáticos, não tendo a interferência de um meteorologista para analisar os dados. O que os modelos matemáticos as vezes esquecem é de combinar com a Sra Natureza que, de vez em quando, muda tudo radicalmente só para re-afirmar quem manda no planeta.

(a frase título é de uma poesia de Fernando Pessoa)

Escrito por: Joao do veleiro Yahgan no blog do Luthier 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

É preciso viajar!

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
Amyr Klink

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O Navegante

O sonho de ser navegante, para aqueles que o nutrem e desejam fazer o mesmo será facilmente realizável, a partir do momento que passarem a não viver mais presos ao fator financeiro, o que sabemos ser muito difícil, principalmente numa sociedade como a nossa, altamente materialista. Hoje estamos convictos ser este inegavelmente o grande pensar do navegante. Viver muito mais a natureza e suas nuanças e viver a vida de forma mais livre.

João Sombra

Langkawi, fevereiro 04