Amir Klink
Viajar de veleiro
A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.Helio Setti Jr.
Tem que ir, ver e sentir!
"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."
Amir Klink
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Danforth ou Bruce?
Mas elas são bem diferentes entre si, tanto no formato quanto no desempenho.
danforth, que, no entanto, são imbatíveis em fundos de areia. Também na relação peso X eficiência, as danforth, especialmente as de alumínio, dão um banho nas bruce. Mas sua desvantagem é o preço, bem mais alto, especialmente as importadas, como a da marca americana Fortress, considerada uma das melhores do mundo e razoavelmente vendida no Brasil.
O índice de resistência de uma danforth da marca Fortress (ou seja, a força que ela aguenta para cada quilo que pesa), chega a ser sete vezes superior ao das melhores bruces nacionais — que, no entanto, costumam ser as mais vendidas por aqui, justamente porque custam menos do que as danforth.
economizar na âncora é colocar em risco a sua própria segurança.
Revista Náutica Sul Edição: 52
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Treino de snipe
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Conheça a história do naufrágio do transatlântico Wilheim Guslöff, na Segunda Guerra Mundial
Há 65 anos acontecia o maior naufrágio do mundo. Mas, até hoje, pouca gente ouviu falar dele
Na noite de 30 de janeiro de 1945, o transatlântico Wilhelm Gustlöff deslizava pelas águas geladas do mar Báltico rumo a oeste. Sua missão: evacuar milhares de alemães que fugiam das tropas soviéticas durante a Segunda Guerra. Os capitães Friederich Petersen e Wilhelm Zahn iniciaram o percurso enfrentando névoa, blocos de gelo e ondas altas, mas perto das 21h eles abriram uma garrafa de conhaque para fazer um brinde: o pior já havia passado. O festejo durou pouco. Logo depois, o navio seria protagonista do maior desastre naval de todos os tempos. O número de vítimas ainda gera debate, mas vários pesquisadores estimam em cerca de 9 mil - o equivalente a seis Titanics. Ao contrário do navio britânico, porém, a tragédia do Gustlöff ainda é quase desconhecida.
De passeios a resgates
O navio de cruzeiro mais avançado do mundo. Assim os alemães receberam o Wilhelm Gustlöff na sua festa de inauguração, em 1937. Hitler queria surpreender o mundo com o colosso de 208,5 metros e 25 mil toneladas, que tinha capacidade para 1880 pessoas - entre passageiros e tripulantes. Uma bela propaganda para o poderio do Terceiro Reich.
Mas com o início da Segunda Guerra, em setembro de 1939, a Alemanha o transformou em navio-hospital.
Assim, uma faixa verde foi pintada ao longo do casco e cruzes vermelhas substituíram os emblemas da KdF. Nos meses seguintes, a embarcação gigantesca socorreu soldados feridos nas invasões alemãs à Polônia, Noruega e Dinamarca.
Em janeiro de 1945, até o alemão mais otimista sabia que a guerra estava perdida. A contra-ofensiva do Exército Vermelho espalhava pânico na Prússia Oriental. Legiões de refugiados, oficiais e soldados alemães feridos lotaram os portos de Danzig e Gotenhafen, tentando fugir para o oeste.
O almirante alemão Karl Dönitz decidiu que era hora de agir: enviou à sua frota o código "Hannibal" - que significava evacuar a maior quantidade possível de militares e civis. O Gustlöff foi preparado para a operação, mesmo após ter ficado imóvel por quatro anos. Os capitães Friederich Petersen e Wilhelm Zahn assumiram o desafio e, em 28 de janeiro de 1945, receberam a ordem de partir em 48 horas. A essa altura, o porto de Gotenhafen era puro caos. Homens, mulheres e crianças disputavam um lugar no navio, mas só podia entrar quem tinha um passe especial. Isso significava ter muito dinheiro, influência ou algum conhecido entre os tripulantes. Soldados feridos tinham prioridade.
O empurra-empurra no porto era tão grande que algumas crianças caíram na fresta entre o deck e o casco e desapareceram na água. "Pelas listas oficiais, 3 mil refugiados se instalaram no navio na manhã de 30 de janeiro. Contudo, a partir de então, a tripulação perdeu a conta dos que chegavam", afirma Krawczyk. "Portanto, nunca saberemos o número exato de pessoas que zarparam." Estima-se que mais de 10 mil pessoas se amontoaram no navio, inclusive dentro da piscina vazia. Quase a metade era de crianças e adolescentes.
O Gustlöff zarpou ao redor das 12h30 com destino à baía de Kiel, no oeste do Báltico. Apesar do frio externo, o calor era intenso dentro do navio. Muitos tiraram os coletes salva-vidas, e não demorou para que enjoassem e vomitassem com os solavancos provocados por ondas de vários metros de altura. A tensão também era grande na cabine de comando, já que apenas um barco torpedeiro escoltava o navio. Os capitães sabiam que a região era cheia de minas e monitorada pelos ingleses. No início da noite, eles perceberam que um comboio de caça-minas alemães se aproximava na direção oposta. Apesar dos protestos do colega, Petersen decidiu acender as luzes de navegação para evitar uma colisão no meio da névoa. Seria um erro fatal.
A poucos quilômetros dali, escondido nas profundezas do Báltico, o submarino soviético S-13 patrulhava a costa de Danzig. Seu capitão, Alexander Marinesko, estava sendo investigado pelos superiores por causa de alguns deslizes - era beberrão - e precisava de uma glória para limpar sua ficha.
Pouco antes das 20h, o S-13 detectou luzes entre a névoa densa. Marinesko agarrou o periscópio e visualizou a silhueta do colosso alemão. Nas duas horas seguintes, ele o perseguiu com cuidado, sorrateiro, preparando-se para dar o bote. O mais mortífero de sua carreira.Logo após as 20h, os auto-falantes do Gustlöff interromperam a música ambiente para transmitir um discurso de Hitler ao vivo no rádio, comemorando os 12 anos de ascensão do nazismo. Os passageiros não tinham motivo para celebrar, claro. Mas pelo menos a ameaça soviética parecia ter ficado para trás.
O ataque
Enquanto isso, Marinesko e sua equipe preparavam quatro torpedos, pintando cada um com uma mensagem. Torpedo 1: "Para a pátria". Torpedo 2: "Para Stalin". Torpedo 3: "Para o povo soviético". E torpedo 4: "Para Leningrado". Perto das 21h, o capitão ordenou: "Fogo!" O torpedo dedicado a Stalin perdeu o rumo, mas os outros três acertaram o alvo em cheio. Os passageiros situados nos locais de impacto perderam a vida na hora. Os outros correram em pânico para a zona dos botes. Muitos foram pisoteados, outros se jogaram no mar e morreram congelados, apesar do resgate feito por barcos da frota alemã.
"O navio afundou a só 12 milhas da costa (cerca de 22 km), mas o pânico e a temperatura da água (15 graus negativos) causaram uma enorme perda entre os que tinham escapado do naufrágio", diz o analista naval americano Norman Polmar. "O cruzador alemão Almirante Hipper estava próximo, mas não prestou socorro por medo dos submarinos."
Hoje, diversos pesquisadores estimam que 1230 pessoas sobreviveram ao naufrágio. O número de mortos é menos preciso, pois não se sabe ao certo quantos passageiros havia no Gustlöff. As cifras giram em torno de 9 mil pessoas, ou seis vezes o número de vítimas do Titanic. E mesmo assim você provavelmente nunca ouviu falar dessa tragédia. Afinal, por que ela é tão pouco conhecida? Primeiro, porque ocorreu durante uma guerra - e, para muitos, desastres assim são menos trágicos que os ocorridos em tempos de paz. Os aliados não deram muita bola para o desastre sofrido pelo inimigo. Para os soviéticos, aliás, os torpedos do S-13 eram uma retribuição à ocupação alemã. E o próprio Hitler não quis admitir que seu gigante dos mares havia tido esse destino. Além disso, durante décadas muitos alemães se sentiram culpados pelas atrocidades que seu país cometeu antes e durante o conflito, e esse sentimento pode ter ofuscado a tragédia naval. "Ao contrário do Titanic, o Gustlöff não viajava rumo aos Estados Unidos e não havia americanos a bordo. Assim, essa história não teve apelo para Hollywood", diz David Krawczyk. Também pudera: Wilhelm Gustlöff era líder do Partido Nazista na Suíça (leia abaixo). Se o navio tivesse outro nome, talvez ganhasse mais simpatia. E pensar que o plano original era batizá-lo de Adolf Hitler...
Eduardo Szklarz | 20/06/2012
Onze barcos já estão pré-inscritos na Refeno 2015
A inscrição para a 27ª edição da Refeno começou na última quinta-feira (16) e em menos de 48 horas onze barcos já garantiram sua pré-inscrição na maior regata oceânica do Brasil e uma das mais importantes da América Latina.
Veleiros de quatro categorias diferentes já confirmaram interesse em participar da Refeno, que terá sua largada no dia 26 de setembro, do Marco Zero do Recife e e chegada em frente ao Mirante do Boldró, no Arquipélago de Fernando de Noronha. Do total de inscritos, cinco são de Pernambuco, dois da Bahia e um de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Alagoas e São Paulo.
Na classe Mocra, três barcos estão inscritos: Aventureiro 3, (do comandante Hans Hutzler); Ciranda (Sergio Avellar) e Vo Rai (Roque Luiz Silva Araújo). Na RGS, Avatar (Paulo de Almeida Filho), Andante (Fernando Mendes), Bolero II (Roberto Alcoforado) e Ecos (José Pinto de Luna) também estão pré-inscritos.
Na Aberta, Recreio (Fernando Junqueira), Toro (Cleidson Nunes) e Intuição (Sérgio Chagas), também se pré-inscreveram. A classe Aço também teve barcos inscritos. Foi o veleiro Pangeia, comandado por Roberto Fabiano.
As inscrições irão até o dia 24 de Setembro, ou até as 100 vagas serem preenchidas. O Aviso de Regata, com todas as informações para os participantes, já está disponível no site da Refeno clicando aqui.
Criada há 27 anos, a Refeno é considerada a primeira regata oceânica do Brasil. Em 2014, a embarcação gaúcha Camiranga ganhou o troféu Fita Azul.
PRIMEIRO INSCRITOS
Além destes, um barco já está inscrito e confirmado na Refeno 2015. É o catamarã Voyager Atlatis Divers, do comandante Emilio Russell (PE).
Foto: Antônio Henrique/ Cabanga
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Também, depois de praticamente atropelar uma ilha!
Time que encalhou barco na Volvo Ocean Race dispensa navegador
O Team Vestas Wind, barco da Dinamarca na Volvo Ocean Race, anunciou que o holandês Wouter Verbraak não faz mais parte da equipe. No comunicado, enviado nesta sexta-feira (23), os dirigentes da equipe, patrocinadores e o comandante Chris Nicholson analisaram o que ocorreu na segunda etapa da regata e decidiram não continuar com o navegador.O barco precisa ser reconstruído após encalhar em uma ilha do Oceano Índico no final do ano passado. O incidente prejudicou o time, que foi obrigado a perder quase todas as pernas.
Os dinamarqueses confirmaram também que pretendem voltar à disputa da Volta ao Mundo a partir da etapa de Lisboa, em junho de 2015. “O Team Vestas Wind deseja sorte e agradece aos serviços prestados por Wouter Verbraak'', disse Chris Nicholson, comandante do Team Vestas Wind.
O velejador Wourter Verbraak também se manisfestou: “Estou muito triste por deixar o Team Vestas Wind, mas respeito a decisão de Chris Nicholson. Eu gostaria de poder ajudar na reconstrução do barco. Agora sigo minha carreira e em breve posso anunciar meu rumo''.
No mesmo comunicado, os diretores do Team Vestas Wind confirmaram que o resto da tripulação continua e terá papel decisivo na reconstrução do barco no estaleiro Persico, na Itália.
O barco encalhado foi removido do arquipélago de São Brandon, na Ilhas Maurício, antes do Natal. Um cargueiro Maersk leva a embarcação para Gênova, na Itália. Mais tarde o veleiro vai para Bergamo, onde fica o estaleiro.
Seis barcos seguem na disputa da Volvo Ocean Race 2014-15. As equipes participam da terceira etapa, entre os Emirados Árabes Unidos e a China. A regata está em sua reta final e tem o chinês Dongfeng Race Team na ponta.
Postado pelo Antonio Alonso no Blog Sobre as Águas
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
BICAMPEÃO
TIAGO QUEVEDO, DO RIO GRANDE DO SUL, É BICAMPEÃO BRASILEIRO DE OPTIMIST
Assim se faz a vela, com incentivo aos novos velejadores!
Infelizmente em Natal nosso velejador mais novo ja deve andar bem acima dos 30 anos. Se não for feito um trabalho de renovação, que espero o nosso Iate Clube venha a fazer, nossa vela não tem muito futuro.
Parabéns Tiago Quevedo e parabéns ao Veleiros do Sul!
Tiago Quevedo venceu o Campeonato Brasileiro da classe Optimist, no Rio de Janeiro e tornou-se o primeiro gaúcho a conquistar o título em dois anos seguidos. A competição terminou neste domingo após a disputa de 12 regatas na Baía da Guanabara. Em segundo lugar ficou Tiago Monteiro (SP), em terceiro Gabriel Lopes (RS). Tiago confirmou sua posição de melhor velejador na classe Optimist no país ao liderar o campeonato do início ao fim e repetir o bom desempenho de 2014 em Pernambuco. Ele abriu uma considerável diferença de 32 pontos sob o segundo colocado e na primeira fase manteve uma média de 1º e 2º nas regatas. Teve apenas dois resultados que destoaram dos demais na classificação, mas para manter sua hegemonia fechou com vitória na prova final.
“Como já era esperado, a divisão da flotilha em ouro e prata deixou o nível técnico ainda mais forte, com uma disputa bem mais puxada entre os primeiros colocados. Procurei fazer o meu melhor e deu tudo certo”, disse Tiago, 14 anos.
O bicampeonato não chegou ser uma surpresa para ele, pois sua expectativa era mesmo de vencer novamente o Brasileiro de Optimist. “Sentia que me encontrava num bom momento e conhecia meus adversários. Me preparei muito, fiz clínicas no Rio antes do evento. Meu foco era vencer, sabia das dificuldades e como teria que superá-las. Agradeço muito aos meus técnicos, a minha família e amigos que me incentivam muito e ao meu clube que me tem dado um grande apoio”, finalizou Tiago que não poderá correr o Brasileiro de 2016 porque vai estourar a idade limite da classe que é de 15 anos. Sua principal meta agora é integrar novamente na equipe brasileira para o Mundial de 2015 na Polônia.
Esta é a primeira vez que um velejador gaúcho vence dois campeonatos brasileiros consecutivos na Optimist. O último bicampeão foi Frederico Rizzo, mas intercalado (1994 e 1996). Desde o ano passado Tiago tem liderado o ranking nacional de Optimist e colocou o Brasil em evidência no Campeonato Mundial de 2014 ao terminar em quinto lugar na competição realizada na Argentina.
A flotilha gaúcha também se destacou no Rio de Janeiro ao vencer o Brasileiro por Equipes de 2015 com o time RS1 composto pelos velejadores Tiago Quevedo e Gabriel Lopes, do Veleiros do Sul, e por João Emílio Vasconcelos e Guilherme Plentz do Clube dos Jangadeiros.
Rosângela Oliveira para Revista Náutica
Foto: Fred Hoffmann/Divulgação
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Freud no mar
Minha atual leitura é o livro “Diário de Bordo” do velejador André Magalhães Homem de Mello, o primeiro velejador brasileiro a dar a volta ao mundo em solitário, sem escalas, pelo Oceano Austral, que estou achando ótimo e recomendo, e de onde extrai esse trecho que gostei muito.
O que buscam os praticantes da vela?
Fugir da rotina, fazer as pazes com a natureza, conhecer pessoas diferentes, ver novas paisagens, restabelecer o equilíbrio emocional e principalmente, correr riscos. Em suma Adrenalina.
Sair para o mar é o sonho de muitos executivos que passam seus dias estrangulados por gravatas, perdidos entre pilhas de papéis e atulhados de e-mails. De certa forma, o esporte representa para esses profissionais a oportunidade de readquirir a autoestima e descobrir a importância do trabalho solidário.
Muitas vezes, a aspiração de um velejador é velejar solitário, passar um período de solidão e privacidade, um retiro espiritual. Busca-se o silencio, a reflexão, o autoconhecimento, a independência e a dedicação a uma atividade que não tenha como objetivo final o lucro financeiro.
A curiosidade talvez seja outra característica compartilhada pela maioria dos navegadores solitários. Além de explorarem o mundo físico, enveredam pelos mistérios da alma humana. Buscam estados desconhecidos do cidadão comum, cercado de limites e obrigações.
Os solitários do mar também tratam de superar expectativas, de contrariar previsões, de conquistar algo que os outros julgavam impossível. Estar sozinho no mare vencer desafios permite ao homem mudar conceitos e rever a opinião que tem de si mesmo. A navegação solitária pode revelar talentos e capacidades dos quais muitos não se consideravam detentores.
Não por acaso, Sigmund Freud, cunhou o termo “sentimento oceânico” para designar a entrega ao todo sem fronteiras, o abandonar-se no infinito de imperturbabilidade.
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Reflexões do Rubão
Dando uma olhada no blog do veleiro Doris, dos amigos Rubens e Rita, encontrei esse pensamento do Rubão que gostei muito. Resolvi reproduzi-lo para as pessoas que não acompanham o blog deles, ate para que possam faze-lo, pois os detalhes da viagem são muito bacanas e sempre nos ajudam de alguma forma com informações e/ou incentivo a que venhamos tambem realiza-las.
Este ano e pouco de viagem foi com certeza o mais longo de minha vida, não é fácil explicar, mas é quase como se fosse uma outra vida, uma coisa tão intensa e variada que me leva a concluir que a equação para medir o tempo de vida de uma pessoa falha totalmente quando se atém apenas aos anos vividos e não leva em consideração a intensidade e a variedade das experiências vividas. Penso que ninguém precisa comprar um barco e sair viajando para mudar a vida e viver novas experiências, devem existir mil e uma maneiras de se fazer isto e milhões de histórias sobre as mais variadas experiências neste campo, mas creio que todas elas tem os mesmos ingredientes fundamentais: vontade (ou necessidade) de mudar, planejamento, perseverança, disciplina e enfim, coragem.
Rubão
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
O Calipso de Jacques Cousteau Morre abandonado
Foi criada uma petição on line para salvar o navio oceanográfico "Calipso”, que durante 40 anos serviu ao comandante Jacques - Yves Cousteau para suas pesquisas , segundo seus criadores, ela pede para que o Calipso seja declarado "patrimônio nacional da França", para evitar seu abandono.
O Calipso desde 2007 se encontra no estaleiro de Piriou, em Concameau, no noroeste da França, onde devia ter sido reformado depois de haver sido recuperado em 2006.
No entanto um conflito econômico entre os proprietários, a "Equipe Cousteau" pertencente à segunda esposa do explorador, e o estaleiro, fez com que a reforma ficasse parada desde 2009.
A petição foi criada pelo oceanógrafo Bruno Bombled e está dirigida a ministra francesa da Cultura, Aurélie Filippetti, a quem ele pede “una rápida inscrição” do barco no patrimônio nacional.
"É hora de dizer que não aceitamos que este orgulho da França por todo o globo durante décadas morra em Concarneau já que é possível salva-lo”, destaca a petição, acessível através de uma pagina na internet.
Os criadores da iniciativa consideram que se o barco fosse considerado patrimônio nacional poderia receber fundos públicos para sua recuperação e servir de exemplo para “as gerações futuras, a ciência e a paz”.
Adquirido em 1950 pelo milionário irlandês Loel Guinness, o “Calipso”, que havia sido um barco caça minas, foi alugado por Cousteau para suas pesquisas oceanográficas e para rodar seus célebres documentários.
Durante décadas navegou pelos mares de todo o mundo equipado com sofisticado material oceanográfico.
Em 1996, um ano antes da morte de Cousteau, o barco naufragou em um porto de Singapura depois de se chocar com uma barcaça.
Recuperado, foi repatriado para a França onde passou vários anos no porto de Marselha.
A propriedade do navio foi reclamada tanto pela associação da segunda e última esposa do navegador como por outra, denominada Campanhas Oceanográficas Francesas, formada por um dos filhos de Cousteau, Jean-Michel.
Finalmente, a justiça concedeu o barco a “Equipe Cousteau”, que decidiu restaura-lo para convertê-lo em um museu itinerante de divulgação científica.
Com esse fim, o navio foi enviado para o estaleiro de Concarneau em 2007.
Desde 2009, a “Equipe Cousteau” e o estaleiro Pirou mantem uma disputa judicial.
Os primeiros asseguram que o estaleiro fez serviços malfeitos no barco, enquanto o estaleiro diz que não recebeu o dinheiro conforme estava no contrato.
Por isso, os trabalhos de restauração estão paralisados e o barco se encontra abandonado em uma das vagas do estaleiro, onde esta em estado de degradação, segundo os criadores da petição.
Postado no Jonkepa
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Eu quero é velejar, mas cadê o vento?
Sempre me perguntam se não tenho medo de tempestades quando saio pra velejar em alto mar, quem disser que não tem medo é um grande mentiroso. Normalmente procura-se saber quais as condições metereológicas para o período da viagem, para não se correr riscos desnecessários, mas, como voces vão ver nas fotos a seguir, minhas velejadas tem me assustado mesmo é com as calmarias.
Ja estava começando a achar que elas me perseguiam onde quer que eu fosse. Na sequencia as fotos são da minha velejada com o casal Avoante em Itaparica no ultimo mes de outubro, depois as fotos da viagem para Cabo Verde no ano passado quando passamos 12 dias nessas condições e logo depois as fotos de uma velejada em maio ultimo no rio Guaíba ( desculpem mas não me acostumo a dizer lago Rio Guaíba ) com a familia Solaris, quando tinhamos uma leve brisa e na cara pra variar.
Cheguei a pensar que talvez tenha nascido pra ser lancheiro e só velejo de teimoso rsrsrs!