Amir Klink
Viajar de veleiro
A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.Helio Setti Jr.
Tem que ir, ver e sentir!
"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."
Amir Klink
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Novos horizontes para velejadores do Sul
Evento em Porto Alegre apresentará grande oportunidade para velejar Imagine sair para velejar, deixando para trás a rotina e as preocupações por alguns meses, navegando só ou na companhia de amigos. Contato direto com a natureza, novas paisagens, convívio com amigos, conquista de novas amizades, realização pessoal. Esta é a proposta que trará a Porto Alegre a ABVC - Associação Brasileira de Vela de Cruzeiro, em encontro no Veleiros do Sul, em Porto Alegre, em 25 de agosto.
O palestrante Ricardo Amatucci, inveterado velejador com grande experiência na organização de cruzeiros de longo curso, apresentará uma visão do que será essa grande aventura, iniciando-se em Porto Alegre e com possibilidade de chegar ao arquipélago de Fernando de Noronha, sempre navegando em grupo. O foco da apresentação de Amatucci, autor do livro “Uma família pela Costa Sul”, será o Cruzeiro Costa Sul, de Florianópolis ao Rio de Janeiro, voltado para quem nunca navegou além das redondezas do clube. Ao longo do percurso do cruzeiro, os velejadores farão escalas de interesse dos participantes.
Esta não será a primeira vez que velejadores gaúchos sairão Brasil afora em seus barcos, a partir de Porto Alegre. Geraldo Link, empresário e velejador gaúcho já falecido, navegou, há décadas, até o Oiapoque. O comandante Ademir de Miranda, o Gigante, saiu de Porto Alegre e atravessou o Atlântico, tendo alcançado o Mediterrâneo em 2009. O principal atrativo da proposta da ABVC é a navegação em grupo, oferecendo segurança, organização, e diversas facilidades, como fundeio garantido em entidades náuticas ao longo do percurso, auxílio em casos de necessidade e previsões meteorológicas especiais.
Alguns comandantes da região sul já integraram os cruzeiros da ABVC, navegando pela costa brasileira, como Fernando Maciel, Paulo Silveira, Joel Raymundo, Nilson Marques e Ernesto Pires (este último desde Jaguarão, na fronteira com o Uruguai, até Fernando de Noronha), dentre outros.
Participe do evento na próxima quinta-feira e comece a sonhar!
Depois dessa aventura, Você nunca mais será o mesmo.
O que: Palestra de Ricardo Amatucci / ABVC
Quando: Dia 25 de agosto, quinta-feira, às 20h
Onde: Veleiros do Sul
Público convidado: velejadores de cruzeiro
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível ou peça de roupa para distribuição à população carente.
Jantar: Opcional, por R$15,00
Organização: ABVC
Promoção: Popa.com.br ;
Apoio: Veleiros do Sul
Vagas limitadas: Confirme sua presença pelo e-mail: info@popa.com.br campo Assunto: ABVC
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
Aurora Canessa chegou a Cascais
Nesse domingo 03 de julho, as 17 horas da Argentina,21 de Cascais, Aurora Canessa realizou o sonho de cruzar o Atlântico em solitária.
Leia a chegada dela nas suas proprias palavras:
“3 de julio de 2011 - 17 horas de Argentina - ¡ SUEÑO CUMPLIDO !
A las 17 horas de Argentina, - 21hs de Cascais - Pisé Tierra Continental Europea. Con esto cumplí mi sueño de cruzar el Océano Atlántico en Solitario de Oeste a Este.
Me estaba esperando el comodoro del club, que me invitó a cenar y Luis Serpa, a quién conocí en Martinica.
Me llamaron varios para saludarme, entre ellos mi querida sobrina Marianita. Les agradezco mucho a todos.
Me di un baño espectacular y me preparo para compartir la cena.
Estoy realmente MUUUUY FELIZ - Mañana por la mañana les cuento los detalles.
Besos enormes - Gracias
Aurora Canessa”
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Do Rio Grande do Sul a Noronha
O sotaque não esconde. Eles são do Rio Grande do Sul. Mas, nada de Porto Alegre ou alguma cidade pertinho da capital gaúcha. Na verdade, eles vieram de Jaguarão, município que fica a 400 km de Porto Alegre e faz fronteira com o Uruguai. É de lá que veio a tripulação do barco Rebojo I, comandada por Ernesto Pires, 71 anos. A embarcação ganhou o prêmio especial de "Barco brasileiro de local mais distante”, na 22ª Refeno. Ernesto mais dois tripulantes saíram do Rio Grande do Sul no início de junho e chegaram ao Recife no dia 20 de setembro.
Foi uma viagem longa, porém muito proveitosa, já que foi a primeira vez que eles tinham velejado pelo Nordeste do Brasil. “ Nós nunca tínhamos velejado do Rio de Janeiro para cima. Então, essa foi uma oportunidade que tivemos de conhecer o Nordeste do Brasil. A viagem foi boa, e pegamos ventos muito fortes. O que encontramos de diferente em velejar por essa parte do país foram as chuvas repentinas. No Sul, não tem isso”, afirmou Pires, acrescentando que se sente lisonjeado por ter ganhado o troféu.
Ao longo da travessia Rio Grande do Sul- Noronha, eles falaram que não enfrentaram nenhum problema, mas deram um susto em várias pessoas. É que de Salvador a Maceió, eles tinham combinado com alguns barcos maiores de fazer esse percurso juntos. Mas, como o Rebojo era menor que as outras embarcações, acabou ficando para trás. A distância foi tanta dele em relação aos outros barcos, que estes acabaram perdendo o contato com os gaúchos. “Eles tinham chegado de manhã e nós tínhamos chegado à noite, mas só quisemos entrar no porto pela manhã. Todos ficaram muito preocupados conosco”, afirmou Pires. A história que já foi motivo de angustia, agora é contada de forma bem humorada.
Ernesto e seus amigos-tripulantes, Carlos Wilson Vera e Antônio Azambuja, contaram que o que os motivou a fazer a essa viagem foi a aventura. “Mais legal ainda será a volta, porque iremos parar em várias cidades”, disse Carlos Wilson. “Para fazer uma viagem como essa é preciso ter coragem. Quem tem medo, nunca viria de barco. O segredo para não acontecer acidentes é respeitar o mar. O mar será sempre o mar. Temos que adaptar o barco para as condições dele”, falou Ernesto.
E como bom gaúcho, para aguentar tanto tempo no mar, o que não falta em seu barco é o velho chimarrão. Para se ter uma ideia, eles trouxeram mais de dez quilos de erva-mate para preparar a bebida. “Assim, dá para ir e voltar tranquilo”, pontuou Ernesto. A expectativa de chegada a Jaguarão é em dezembro, mais exatamente, às 12h, do dia 24. “Temos que estar lá para o Natal, se não a gente não ganha presente, né?”, brincaram.
Fonte: Raitza Vieira - Diario de Pernambuco
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