Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


sábado, 7 de novembro de 2009

Você sabia que a navegação noturna exige o triplo de atenção? Te explicamos o porque



Reprodução/Náutica

Em uma noite de 2006, duas lanchas em pleno movimento bateram, de frente, nas águas da Baía de Joinville, Santa Catarina. Mais do que um acidente fortuito, o fato serviu para ilustrar bem um tipo de problema que, com a popularização cada vez maior dos barcos de passeio, está se tornando perigosamente freqüente nas águas brasileiras: a falta de preparo de muitos navegantes e a precariedade das sinalizações noturnas nacionais (na ocasião, aparentemente o acidente foi causado pela falta de iluminação em duas bóias de sinalização...). Afinal, a navegação noturna embute riscos e demanda uma atenção especial, que, infelizmente, nem todos os donos de barcos (lanchas, especialmente) costumam dedicar.

À noite, a visibilidade é infinitamente menor (principalmente em relação aos outros barcos, já que nenhum deles possui faróis, como os automóveis) e, com isso, desaparecem, também, todas as referências visuais conhecidas, como pontas, parcéis e bóias cegas. Dessa forma, até mesmo locais familiares tornam-se, subitamente, irreconhecíveis. Para complicar ainda mais, a sinalização náutica brasileira é deficiente e, quase sempre, não iluminada. Assim, no escuro tudo fica bem mais arriscado e a única maneira de lidar com isso é duplicando a atenção e triplicando a margem de segurança. O melhor mesmo seria evitar navegar à noite, especialmente em áreas movimentadas. Mas, se não der, siga as orientações do quadro ao lado, para que seu passeio não termine como o dos ocupantes da lancha acima. Que, quase por um milagre, nada sofreram.

Quando já estiver escuro...
...Verifique se todas as luzes de navegação funcionam. Se uma delas não acender, não parta.

...Use uma velocidade 50% menor ou, no caso de lanchas, a mínima para manter o planeio.

...Navegue fora da cabine, especialmente se ela tiver vidros escuros, porque a visibilidade fica menor.

...Apague as luzes do posto de comando (mas não as de navegação!), porque a claridade atrapalha a pilotagem.

...Use os equipamentos eletrônicos mais do que nunca, especialmente o GPS, cuja rota deve ser traçada antes.

...Prefira os canais mais largos, mesmo que isso aumente a distância. Atalhos sempre embutem maiores riscos.

...Peça silêncio a bordo, para poder ouvir eventuais buzinas de outros barcos em rotas de colisão.

...Siga os reflexos da lua na água, de forma a poder enxergar a tempo eventuais obstáculos à frente.

...Faça como os velhos marinheiros e use os bons e velhos faróis para se guiar no meio da escuridão.

...Fique atento a sinais de espuma na água, porque elas podem significar arrebentações adiante.

...Não pilote como está acostumado a fazer durante o dia, e sim com o triplo de atenção.



Da Náutica 226 postado em www.nautica.com.br

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