Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Também, depois de praticamente atropelar uma ilha!

 

Time que encalhou barco na Volvo Ocean Race dispensa navegador

O Team Vestas Wind, barco da Dinamarca na Volvo Ocean Race, anunciou que o holandês Wouter Verbraak não faz mais parte da equipe. No comunicado, enviado nesta sexta-feira (23), os dirigentes da equipe, patrocinadores e o comandante Chris Nicholson analisaram o que ocorreu na segunda etapa da regata e decidiram não continuar com o navegador.O barco precisa ser reconstruído após encalhar em uma ilha do Oceano Índico no final do ano passado. O incidente prejudicou o time, que foi obrigado a perder quase todas as pernas.

Os dinamarqueses confirmaram também que pretendem voltar à disputa da Volta ao Mundo a partir da etapa de Lisboa, em junho de 2015. “O Team Vestas Wind deseja sorte e agradece aos serviços prestados por Wouter Verbraak'', disse Chris Nicholson, comandante do Team Vestas Wind.

O velejador Wourter Verbraak também se manisfestou: “Estou muito triste por deixar o Team Vestas Wind, mas respeito a decisão de Chris Nicholson. Eu gostaria de poder ajudar na reconstrução do barco. Agora sigo minha carreira e em breve posso anunciar meu rumo''.

No mesmo comunicado, os diretores do Team Vestas Wind confirmaram que o resto da tripulação continua e terá papel decisivo na reconstrução do barco no estaleiro Persico, na Itália.

O barco encalhado foi removido do arquipélago de São Brandon, na Ilhas Maurício, antes do Natal. Um cargueiro Maersk leva a embarcação para Gênova, na Itália. Mais tarde o veleiro vai para Bergamo, onde fica o estaleiro.

Seis barcos seguem na disputa da Volvo Ocean Race 2014-15. As equipes participam da terceira etapa, entre os Emirados Árabes Unidos e a China. A regata está em sua reta final e tem o chinês Dongfeng Race Team na ponta.

Postado pelo Antonio Alonso no Blog Sobre as Águas

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

BICAMPEÃO

 

TIAGO QUEVEDO, DO RIO GRANDE DO SUL, É BICAMPEÃO BRASILEIRO DE OPTIMIST

Assim se faz a vela, com incentivo aos novos velejadores!

Infelizmente em Natal nosso velejador mais novo ja deve andar bem acima dos 30 anos. Se não for feito um trabalho de renovação, que espero o nosso Iate Clube venha a fazer, nossa vela não tem muito futuro.

Parabéns Tiago Quevedo e parabéns ao Veleiros do Sul!

tiago_vitoria

Tiago Quevedo venceu o Campeonato Brasileiro da classe Optimist, no Rio de Janeiro e tornou-se o primeiro gaúcho a conquistar o título em dois anos seguidos. A competição terminou neste domingo após a disputa de 12 regatas na Baía da Guanabara. Em segundo lugar ficou Tiago Monteiro (SP), em terceiro Gabriel Lopes (RS). Tiago confirmou sua posição de melhor velejador na classe Optimist no país ao liderar o campeonato do início ao fim e repetir o bom desempenho de 2014 em Pernambuco. Ele abriu uma considerável diferença de 32 pontos sob o segundo colocado e na primeira fase manteve uma média de 1º e 2º nas regatas. Teve apenas dois resultados que destoaram dos demais na classificação, mas para manter sua hegemonia fechou com vitória na prova final.

“Como já era esperado, a divisão da flotilha em ouro e prata deixou o nível técnico ainda mais forte, com uma disputa bem mais puxada entre os primeiros colocados.  Procurei fazer o meu melhor e deu tudo certo”, disse Tiago, 14 anos.

O bicampeonato não chegou ser uma surpresa para ele, pois sua expectativa era mesmo de vencer novamente o Brasileiro de Optimist. “Sentia que me encontrava num bom momento e conhecia meus adversários. Me preparei muito, fiz clínicas no Rio antes do evento. Meu foco era vencer, sabia das dificuldades e como teria que superá-las. Agradeço muito aos meus técnicos, a minha família e amigos que me incentivam muito e ao meu clube que me tem dado um grande apoio”, finalizou Tiago que não poderá correr o Brasileiro de 2016 porque vai estourar a idade limite da classe que é de 15 anos. Sua principal meta agora é integrar novamente na equipe brasileira para o Mundial de 2015 na Polônia.

Esta é a primeira vez que um velejador gaúcho vence dois campeonatos brasileiros consecutivos na Optimist.  O último bicampeão foi Frederico Rizzo, mas intercalado (1994 e 1996). Desde o ano passado Tiago tem liderado o ranking nacional de Optimist e colocou o Brasil em evidência no Campeonato Mundial de 2014 ao terminar em quinto lugar na competição realizada na Argentina.

A flotilha gaúcha também se destacou no Rio de Janeiro ao vencer o Brasileiro por Equipes de 2015 com o time RS1 composto pelos velejadores Tiago Quevedo e Gabriel Lopes, do Veleiros do Sul, e por João Emílio Vasconcelos e Guilherme Plentz do Clube dos Jangadeiros.

 

Rosângela Oliveira para Revista Náutica

Foto: Fred Hoffmann/Divulgação

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Freud no mar

 

Minha atual leitura é o livro “Diário de Bordo” do velejador André Magalhães Homem de Mello, o primeiro velejador brasileiro a dar a volta ao mundo em solitário, sem escalas, pelo Oceano Austral, que estou achando ótimo e recomendo, e de onde extrai esse trecho que gostei muito.

O que buscam os praticantes da vela?

Fugir da rotina, fazer as pazes com a natureza, conhecer pessoas diferentes, ver novas paisagens, restabelecer o equilíbrio emocional e principalmente, correr riscos. Em suma Adrenalina.

Sair para o mar é o sonho de muitos executivos que passam seus dias estrangulados por gravatas, perdidos entre pilhas de papéis e atulhados de e-mails. De certa forma, o esporte representa para esses profissionais a  oportunidade de readquirir a autoestima e descobrir a importância do trabalho solidário.

Muitas vezes, a aspiração de um velejador é velejar solitário, passar um período de solidão e privacidade, um retiro espiritual. Busca-se o silencio, a reflexão, o autoconhecimento, a independência e a dedicação a uma atividade que não tenha como objetivo final o lucro financeiro.

A curiosidade talvez seja outra característica compartilhada pela maioria dos navegadores solitários. Além de explorarem o mundo físico, enveredam pelos mistérios da alma humana. Buscam estados desconhecidos do cidadão comum, cercado de limites e obrigações.

Os solitários do mar também tratam de superar expectativas, de contrariar previsões, de conquistar algo que os outros julgavam impossível. Estar sozinho no mare vencer desafios permite ao homem mudar conceitos e rever a opinião que tem de si mesmo. A navegação solitária pode revelar talentos e capacidades dos quais muitos não se consideravam detentores.

Não por acaso, Sigmund Freud, cunhou o termo “sentimento oceânico” para designar a entrega ao todo sem fronteiras, o abandonar-se no infinito de imperturbabilidade.

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Reflexões do Rubão

Dando uma olhada no blog do veleiro Doris, dos amigos Rubens e Rita, encontrei esse pensamento do Rubão que gostei muito. Resolvi reproduzi-lo para as pessoas que não acompanham o blog deles, ate para que possam faze-lo, pois os detalhes da viagem são muito bacanas e sempre nos ajudam de alguma forma com informações e/ou incentivo a que venhamos tambem realiza-las.

Este ano e pouco de viagem foi com certeza o mais longo de minha vida, não é fácil explicar, mas é quase como se fosse uma outra vida, uma coisa tão intensa e variada que me leva a concluir que a equação para medir o tempo de vida de uma pessoa falha totalmente quando se atém apenas aos anos vividos e não leva em consideração a intensidade e a variedade das experiências vividas. Penso que ninguém precisa comprar um barco e sair viajando para mudar a vida e viver novas experiências, devem existir mil e uma maneiras de se fazer isto e milhões de histórias sobre as mais variadas experiências neste campo, mas creio que todas elas tem os mesmos ingredientes fundamentais: vontade (ou necessidade) de mudar, planejamento, perseverança, disciplina e enfim, coragem.

Rubão