Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Onde andam

Os amigos do Guga Buy e do Flyer estão em Trinidad para alguns reparos e compras e o Travessuras em Tobago com partida dia 31 para St. Marteen.
 Bons ventos na passsagem para 2011 para eles!

Medidor de vento beeeem baratinho

Wind Meter no iPhone da AppleLi no jornal que já existe mais aparelhos celulares do que gente no Brasil. Então deve ter alguém aí com dois ou três aparelhos, porque eu ainda não tenho nenhum! Deve, também, ser porque atualmente é praticamente impossível achar um celular que só tenha a função de telefonar. Normalmente eles vêem cheios de penduricalhos e estão cada vez mais “inteligentes”. São tantos recursos que viraram brinquedo. Mas um brinquedinho útil, reconheço.
O iPhone da Apple, por exemplo, além da previsão do tempo nativa pode virar anemômetro e medir o vento. O Wind Meter é um aplicativo que estima a velocidade do vento com base no barulhinho que as rajadas produzem no microfone do aparelho. O aplicativo ficou por 18 meses seguidos no top 20 da loja iTunes da Apple. E sabe quanto custa? Menos de um dólar!

Postado no blog do Maracatu

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Voltando para casa


Acordamos antes das 06h para tomarmos o café de despedida com os já famosos wraps de queijo do Sergio, foi um café  diferente em tudo a começar que não teve o mergulho de acordar que todos os dias fazíamos pois não poderia levar a roupa molhada, e todos estavam com um pouquinho de tristeza que sempre antecede a partida de perto das pessoas que gostamos.
 Preparamos a bagagem e as 07h estávamos em terra para a caminhada ate o aeroporto que fica a cerca de 10 min da nossa praia, o dia estava com cara de despedida também, nubladissimo, e a chuva nos pegou na entrada do aeroporto,fizemos o check-in trocamos nossos uniformes de cruzeiristas (bermudas com as bundas molhadas)e fomos tomar um café , o pessoal me provocou bastante para que tomasse mais um Malby. Nos despedimos já com muita saudade dos nossos companheirões de viagem e partimos para Trinidad as 9:05 num voo de exatos 20 min.
Em Trinidad pegamos um taxi e fomos a um shopping para tentar comprar uma maquina fotográfica,  pois a nossa nos deixou na mão antes da viagem e tivemos que pegar as fotos do Sergio.
Trinidad tem uma grande colonia de indianos e no shopping a maioria das lojas são deles, se em Tobago nosso ingles já não era la essas coisas imaginem em um lugar que o pessoal ainda tem um sotaque indiano para complicar,mas fizemos um bom passeio apesar de não ter comprado a camera. Voltamos para o aeroporto e partimos as 17:43 num voo de 03h para o Panamá.
No Panama estivemos muito pouco tempo e partimos em mais um vôo de 9h para o Rio de Janeiro, onde esperamos três horas para pegarmos nosso vôo final com destino a Natal.
É impressionante como é bom quando se volta a ouvir a própria língua,depois de muitos dias so ouvindo inglês é maravilhoso ouvir o português novamente,lembrei agora da Carol que um dia achou um detergente ypê num mercado em Tobago e ficou muito emocionada pois tinha uma bandeirinha do Brasil nele e era escrito em Português (o detalhe é que foi no primeiro dia em Scarborough. Como ela vai estar em  dezembro do ano que vem no regresso ao Brasil?).
Fazer essa viagem foi a realização de muitos sonhos, coisas que li em muitos livros e que queria sentir, como por exemplo, viver como cruzeirista acordar e poder dar um mergulho ao lado do barco,pegar um peixe e fazer um sashimi, tomar banho de água salgada e me secar em seguida sem usar água doce,coisas que podem parecer sem importância para alguns, mas que para mim foram incríveis. E o melhor de tudo, fazer  isso na companhia da minha companheira e meu amor, a Ro que também curtiu muito a viagem,segundo ela, graças a convivência com nossos amigos dos encontros de vela em Natal que sempre deram força e fizeram com que ela se sentisse mais segura e perdesse o medo do mar.
Eu quero deixar aqui nosso agradecimento por terem nos convidado e nos recebido como membros da família Três no Mundo, ao Sergio a Carol e ao Jonas, e desejar que toda a viagem deles seja sempre tão boa como foram esses dias em que passamos juntos.

Tobago


Ancoramos em frente a Scarborough  e fomos dar entrada no pais, demos uma volta nos arredores do porto e fomos matar a curiosidade de comer os tais frangos fritos e apimentados que é o lanche mais vendido por lá. Voltamos ao barco e abrimos um champagne para comemorar a chegada ao Caribe e ficamos batendo papo fazendo um balanço da viagem e planejando os próximos dias.
Na manha seguinte partimos para Milford Bay, um lugar lindo onde ficamos ancorados ao lado de outros veleiros ,inclusive um trimarã chamado Micado, com um casal de alemães, que eu já conhecia de uma temporada que eles passaram em Natal .
Todos os dias, depois de um mergulho naquelas águas cristalinas e mornas, tomávamos um café reforçado feito pelo cheff Sergio e saiamos para conhecer outras praias, ir a internet, tomar sorvete. Voltávamos no final da tarde para um almojanta normalmente acompanhado de alguma bebida local que muitas vezes foi decepcionante como no dia da cerveja com limonada que é bastante comum por la ou do Malby uma bebida a base de anis e cravo da índia, que particularmente gostei, mas todos detestaram e fez com que eu virasse alvo de gozações.
Teve um dia que tiramos para uma atividade especial, uma aula de cortes de cabelos, os alunos se esmeraram no aprendizado, o tempo mostrara o resultado.
No domingo dia 13/12 saímos para um city tour com um guia chamado Jeremiah que nos levou para conhecer lugares muito bonitos que sozinhos seria-nos muito difícil conhecê-los, como uma cachoeira, um rio onde tem jacarés selvagens, praias maravilhosas e vistas lindas da ilha; do alto das montanhas. Ficamos sabendo um pouco da historia de Tobago e da sua cultura, colhemos e comemos na beira da estrada cacau, uma das riquezas do lugar e saboreamos pratos deliciosos num restaurante a beira mar chamado de casa da arvore, pois tem uma arvore que fica no meio dele. No final do passeio voltamos para o barco nos trocamos e saímos novamente para assistir a um show de steel band, um som tirado de instrumentos de percussão feitos de lata e tambores de plástico (tipo usados para lixo)que produzem um som tradicional do caribe. Esse show acontece nos domingos a noite e um morador local nos havia convidado,combinamos com o Jeremiah e ele nos levou ate lá. Foi um domingo muito divertido do começo ao fim, pois o show foi ótimo e aproveitamos para dançar bastante.


De Fortaleza a Tobago


No sábado a noite pegamos um ônibus para Fortaleza e quando chegamos pela manha já estava tudo pronto para partirmos. Deixamos a marina com uma brisa gostosa, num rumo que nos levava para fora da plataforma dos cem metros para nos safar dos pescadores e ficar com um mar mais profundo e conseqüentemente com ondulações mais suaves.
No dia 30 cruzamos(eu e a Ro) pela primeira vez a linha do Equador,e teve festa com direito a batismo pelo proprio Netuno,nesse mesmo dia vimos cachalotes passarem ao nosso lado. Foi espetacular ver animais tão grandes e que não são muito comuns de serem avistados. 
No dia 01 fizemos uma festa a bordo para comemorar o aniversário do Sergio, teve balões e um bolo improvisado com cookies.
Vela mestra na segunda forra de rize  e piloto automático quase o tempo todo, foi assim ate Tobago, quando vinha um Pirajá diminuíamos a genoa e as vezes eu e o Jonas desligávamos o piloto para curtirmos levar o barco na mão. Nos dois primeiros dias mesmo com a vela rizada nossa media era de 7,9 nós, tínhamos os Alísios e uma bela corrente nos empurrando para Tobago,no terceiro dia tivemos que dar uma empurradinha com o motor pois o vento deu uma diminuída significativa e a partir do quarto dia tivemos a presença constante dos Pirajás que quase nunca passavam de quinze minutos, somente La pelo oitavo dia tivemos uma chuva que durou muitas horas e que provocou uma pequena mareada na Ro.
 No mais a viagem foi uma velejada gastronômica com pratos maravilhosos feitos pelo Sergio, que era o único que encarava o fogão, tivemos os famosos cozidões do Sergio que podiam ser de charque ou frango, bacalhau a Gomes de Sá, bacalhau do Pipo, macarrão ao alho e óleo, com alcaparras, foram dias de muita comida boa, brincadeiras e conversas sobre os assuntos mais variados desde musica a criação de filhos, de férias a viver em barcos.
No ultimo dia resolvemos colocar uma linha na água para tentar pegar um peixinho, na primeira puxada o peixe escapou e ao contrario dos outros pescadores, que sempre escapa o maior o nosso era bem pequeno ao que pareceu. Em seguida conseguimos puxar um pequeno atum que já estava sendo preparado para virar sashimi, quando tivemos a surpresa de fisgar uma cavala wahoo com cerca de 10kg, que foi se juntar ao atum no almoço e que nos proporcionou carne por quatro dias. Na empolgação de aprender a fazer o sashimi, esqueci de cuidar o horizonte o que foi fatal, pois perdi de ser o primeiro a gritar terra a vista e ganhar um sorvete, premio que ficou com o Jonas.
Ainda tivemos uma recepção calorosa por parte de um grupo de golfinhos, muito grandes em relação aos que nos acompanharam ate Fortaleza, que deram mais um show como é comum com essa espécie. Depois deles apareceu também para dar as boas vindas uma arraia jamanta muito linda,tudo nos indicava que Tobago seria espetacular.

De Natal a Fortaleza

De Natal a Fortaleza
Quando conheci o Sergio pela internet em 2006 jamais poderia imaginar que um dia  faria  parte da viagem deles ao Caribe.
Nesta segunda vinda a Natal, como eles tiveram que ficar mais de um mês por aqui devido a escola das crianças  pudemos convivermos mais tempo e descobrir algumas coisas em comum, o que resultou em bons bate papos e ate em um convite para participar como tripulantes numa regata e depois dormirmos no barco, o que aceitei de cara pois da outra vez eu não pude conhecer o Fandango e não perdi esta oportunidade com o Travessura. Aproveitei para ir marinizando a Ro que nunca tinha estado em uma regata, gostamos muito do barco pelo espaço e arranjo interno, muito confortável em cruzeiro, muito veloz em regata e com uma capacidade de orça fantástica.
Quando chegou a hora de partirem nos convidaram para acompanhá-los ate Fortaleza, consegui uma dispensa de dois dias no salão em que trabalho e embarcamos para o que seria nossa grande aventura, uma viagem de dois dias só vendo o céu e o mar.
A viagem para Fortaleza foi fantástica, finais de tarde maravilhosos com o Sol dando um espetáculo cada vez que descia no horizonte e a Lua cheia iluminando a noite em um mar sempre com suaves ondulações, tendo ate a visita de muitos golfinhos brilhando a luz da lua ao lado do barco, e que no dia seguinte voltaram em  grande quantidade para nos acompanhar durante quase uma hora com muitas brincadeiras de adultos e filhotes. O vento e a corrente favorável nos levavam numa velocidade que fomos rizando a vela ate o ponto de tirarmos a mestra e deixarmos so um pouco da genoa para podermos nos aproximar de Fortaleza de dia, pois queríamos evitar os pescadores com redes e espinheis a noite.
A vigem foi tão boa que ficamos tentados a aceitar o convite para prosseguirmos ate o Caribe, mas como convencer a dona do salão a me dispensar duas semanas em Dezembro e alem do mais nos não tínhamos passaporte e so teríamos dois dias para consegui-lo.Definitivamente não ia dar certo. Mas quando chegamos a Natal fui descansar um pouco antes de ir para o trabalho e acordei com a Ro me perguntando se eu tava mesmo afim de ir ao Caribe, claro respondi mas.. ela não me deixou terminar e foi logo dizendo – já fiz as contas a grana vai dar e amanha cedo nos temos que sair correndo para a Policia Federal para tentar os passaportes e fazer a vacina de febre amarela num posto de saúde depois ir na Anvisa fazer a carteira internacional de vacinação.No dia seguinte começamos a correria bem cedo, vacina no posto que é perto de casa, corremos pra PF e descobrimos que não poderíamos entrar de bermudas, corremos para uma loja de aluguel de roupas que fica La perto e alugamos duas calças sociais, ficamos lindos de camisetas, calças sociais e havaianas correndo como uns doidos na avenida por causa do horário,pois ainda faltava a Anvisa, eu tinha que voltar para o trabalho e outro detalhe importante precisávamos comprar as passagens de volta. Na PF nos disseram que o passaporte de urgência so ficaria pronto na segunda a tarde, se fosse de emergência fariam na hora mas era so para casos muito especiais e praticamente impossível que nos dessem. Foi ai que escrevi uma carta para o diretor mostrando que quando se tem 50 anos um convite para ir velejando para o Caribe é um caso muito especial pois provavelmente ele não teria muitos assim em sua frente, ele pediu que conseguíssemos um fax da marina de Fortaleza confirmando a data da partida no domingo e do dono do barco confirmando que éramos tripulantes, o que foi feito, e ele autorizou a emissão dos nossos passaportes, no que ficamos muito gratos pois com essa força foi-nos possivel a realização desse sonho. Quando falei com a Raquel, a dona do Salão, usei o mesmo argumento dos 50 anos e da oportunidade e ela me disse que se eu conseguisse o passaporte podia ir tranqüilo, valeu fiquei muito grato!


sábado, 20 de novembro de 2010

Aprendendo a fazer cocadas

Se preparando para não sentir falta dos doces brasileiros e talvez ainda engordar o caixa de bordo, a tripulação do Tres no mundo foi la em casa fazer uma "oficina de geleias e cocadas" com a Rô.E olha que acertaram na mão,ficaram muito gostosas!


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Entrando na marina .

Pense num cabra macho e bom de pontaria, porque pra entrar nessas condições no minimo tem que ter pontaria rsrsrs.

Diário do Avoante 20000



Parabens ao Diário do Avoante por ter atingido o expressivo numero de 20.000 visitas.
Isso é que é um blog ARRETADO.
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Regata Natal/Pirangi do Norte

Neste Sábado, vai acontecer a regata Natal/Pirangi. A regata larga do Iate Clube do Natal às 9 horas da manhã com previsão de chegada a praia de Pirangi do Norte às 14 horas. A comissão de regata, presidida pelo comandante Erico Amorim, está organizando um jantar de confraternização na sede da APURN e promete muita festa aos velejadores. As inscrições podem ser feitas na secretaria do clube.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Confira as dicas de um especialista para montar o kit de primeiros-socorros do barco





Apesar de a Marinha não mais exigir um kit de primeiros socorros a bordo de embarcações que transportem menos de 15 pessoas, nunca é demais estar preparado. Como a dura experiência já ensinou, acidentes acontecem — e o que deveria ser um alegre passeio pode virar um drama médico. “Cansei de atender pessoas que não tinham sequer gelo para pôr em cima de uma pancada a bordo”, conta o médico ortopedista — e amante do mar — Pedro Ivo de Carvalho, chefe da seção de cirurgia de quadril do Hospital do Servidor do Rio de Janeiro. Com a experiência de quem também trabalhou durante anos no setor de traumatologia do hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro, e possui uma lancha em Angra dos Reis, Pedro Ivo garante, no entanto, que um bom estojo de primeiros socorros não precisa ser grande: basta ser efi ciente! “Não adianta ter um hospital a bordo se as pessoas forem leigas em medicina”, explica.

Medicamentos injetáveis, por exemplo? Esqueça. Analgésicos? Também são dispensáveis — “No caso de dor, use Novalgina mesmo”, ele aconselha. Torniquetes? Menos ainda. “Basta comprimir o ferimento por cinco minutos, que, se não for uma lesão grave, o sangue estancará”, ensina. Para Pedro Ivo, o mais importante mesmo é não faltar gelo a bordo. “É um santo remédio”, brinca. “Para traumatismos, ponha gelo picado em um saco plástico, em volta do ferimento. Serve, também, para sangramentos”, diz. Mas aconselha: “Se for algo mais grave ou continuar doendo muito, volte e procure um médico”.

Correr para um posto médico é também a medida acertada em casos de cortes em cascas de mariscos, que causam muita dor e têm cicatrização difícil, por causa das impurezas do mar. “Talvez seja preciso dar pontos ou tomar vacina antitetânica, porque a bactéria causadora do tétano pode estar presente nas cascas dos moluscos.” Já para suspeitas de fraturas (é sempre bom lembrar que tombos são freqüentes a bordo, por causa do movimento dos barcos), Pedro Ivo recomenda ter a bordo um kit de imobilizadores infláveis, como os da marca Ready Splint, importados. “Eles são muitos efi cientes”, garante, com a autoridade de quem é do meio. “Esses imobilizadores podem ser encontrados nas casas de produtos para saúde, como as redes Tecnomed (www.tecnomed.com.br), Medshop (www.medshop.com.br), Rimed (www.rimed.com.br) e Palmipe (www.palmipe.com.br), e na loja Ortline (tel. 11/3031-4546)”, explica.

Mas, como todo mundo está cansado de saber, mais importante do que ter um arsenal de medicamentos no estojo de primeiros socorros, bom mesmo é adotar medidas preventivas contra acidentes a bordo. Segundo ele, os riscos mais freqüentes são: 1) passar de uma lancha para outra sem tomar o devido cuidado; 2) crianças correndo a bordo com o piso molhado; 3) ficar de pé, pulando ou dançando na proa dos barcos. Ou seja, todos perfeitamente evitáveis.

O que, segundo o dr. Pedro Ivo, não deve faltar na farmacinha de bordo
• Kit de imobilizadores infláveis, para torções e fraturas
• Remédios contra enjôo, como Dramin e Plasil
• Gelo, para diminuir inchaços e dores
• Algo à base de iodo, como Povidine, para pequenos cortes
• Xylocaína e pasta contra queimaduras, como Picrato de Butesin
• Antialérgico à base de epinefrina, contra picada de insetos
• Hipoglós, contra assaduras infantis, freqüentes na água
• Novalgina e Aspirina, para aliviar dores
• Pinça para farpas e espinhos, como o de ouriços
• Ataduras, esparadrapo e tesoura, para curativos

Postado na Nautica

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Feriadão com muita festa!

Depois de alguns dias afastado por excesso de festas, estou de volta para contar um pouco sobre elas.

No ultimo domingo quando chegávamos ao clube a Ro e eu, encontramos o Nelson a Lucia e o Zanella que saiam para o sitio do irmão da Lucia,Saulo Jr. nos convidaram para acompanha-los e não tivemos duvida em entrar no carro e ir junto.

Foi um encontro muito legal regado a muita bebida e muita comida, com um bom bate papo entre uma turma divertidíssima que teve até telefonema para o Zezo um cantor natalense famoso e que faz parte do circulo de amizades do Saulo Jr. que infelizmente não pode comparecer para termos uma canja de suas musicas.

A noite fomos convidados para dormir na casa do Elder e da Dulce,um lugar muito bonito e agradável  onde fomos super bem recebidos.

Na segunda pela manhã começamos os preparativos para mais uma festa, dessa vez seria na casa da Dulce onde ela e o Elder recepcionariam os cruzeiristas que estariam de partida para Galinhos na terça a noite. Foi mais uma festa com a marca do nordestino, muita comida, muita bebida e acima de tudo muita hospitalidade fazendo com que os convidados sintam como se estivessem em casa. E foi assim nessa festa em que compareceram os tripulantes do Guga Buy, do Flyer, doTuareg, do Travessura além de uma velejadora francesa que viaja só e também iria para Galinhos. Também estavam nossos amigos do grupo de vela, Nelson e Lucia, Eilson e Isolda com os filhos, Afonso, Fabiola e Isadora, Lula Barreto e o Zeca do Borandá, todo esse povo curtindo muita musica boa, que ficou a cargo do velejador e DJ da maior competência, Paçoca que estava com a esposa e a filha.

Na terça voltamos para o clube para o RO(restos de ontem) no almoço pois ainda tinham algumas picanhas para arrematar a festa. Depois foi a parte mais chata que é dar tchau para os amigos que iriam partir. Porem isso faz parte da vida, conhecer-mos pessoas, ve-las partir mas ficarmos com boas lembranças e torcer para que nossos caminhos tornem a se cruzar.Que bons ventos levem o Guga Buy,Luthier,Flyer,Tuareg,Temüjin ao Caribe.

Gostaria de agradecer ao Nelson e a Lucia e ao Elder e a Dulce pelo ótimo feriadão que nos proporcionaram.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Resgate do SAMSARA

Reconhecer hérois é fácil.
Eles sempre aparecem para salvar vidas



Ja citei essa frase em um post sobre o resgate do Acauã, e trago ela novamente para dedica-la ao veleiro Luthier e sua tripulação que na hora precisa estavam lá.
Aqui coloco a historia do resgate contada pelo protagonista no seu Blog


"Muitas vezes, iniciamos uma atividade, projeto, viagem, etc…, imaginando um determinado fim, e a coisa toda toma outros rumos. A viagem à vela é mestra nisso. Saímos com um destino, mas chegaremos aonde for possível, e quando der. 
Regatas, a versão esportiva da vela, é uma atividade com começo, meio e fim bem definidos, cheia de regras (não conheço todas) e, principalmente, no caso da oceânica, a única coisa certa é a largada. 
Largamos na REFENO rizados. Após alguns bordos, já estávamos montando a bóia norte, e rumando para Fernando de Noronha. Eu e a Catarina achamos o mar alto, mas parecia que dava para continuar até um outro ponto de decisão definido por nós, próximo a Cabedelo. Chegando lá, decidimos continuar. 
Mais adiante, o mar começou a piorar muito, e rajadas de vento de 30 nós começaram ser frequentes. A Catarina começou a piorar da garganta e eu a ficar muito mareado. Os eventos começaram a ocorrer: barcos mais atrasados em relação a nós começaram a reportar perda de controle do leme, e arribaram para Cabedelo; muitos informavam que seus tripulantes estavam mareados; outros tiveram carrinhos da escota da mestra arrebentados; genoas rasgando; e apareceram os primeiros dois casos de pedido de resgate de tripulante em más condições de saúde, sendo um caso grave. Esses dois últimos pedidos de resgate demandaram uma das embarcações da Marinha. 
O mar aumentou ainda mais, e o vento ficou sustentado em 30 nós. O Luthier ia bem, salvo engano, estávamos em segundo lugar, com somente um “Dufour 405” à nossa frente. A situação do mar e ventos não pareciam ser problema para o Luthier, mas eu já estava ficando sem forças, e a Catarina, cada vez pior da garganta, desenvolveu um quadro febril. Decidimos abandonar a REFENO e rumar para Natal, 40 milhas mais perto do que Fernando de Noronha. 
Assim que acertei a rota para Natal, tudo melhorou, porque ficamos com mar e vento de alheta. Pouco tempo depois que avisamos o navio patrulha da Marinha, de que estávamos abandonando a Regata, fomos chamados no rádio por dois barcos: o trimarã Nativo, então sem mastro, e o veleiro SAMSARA, sem o leme, que quebrou e se perdeu no mar. A Marinha, que estava com um navio socorrendo os tripulantes resgatados, e outro muito adiante, perto de Fernando de Noronha, acionou um outro navio patrulha, que demandou de Natal para socorrer esses dois barcos. 
O Veleiro SAMSARA, um 40 pés de regata (fibra de carbono), então sem leme, com 10
Samsara
tripulantes, dentre eles uma mulher e dois adolescentes, me pediu para fazer ponte de rádio com os navios da Marinha. A essa altura, a única possibilidade foi o SSB. Perguntado pelo operador do navio da Marinha se poderíamos assistir ao Samsara, respondi que sim. 
Não sei de onde arrumamos forças para velejar no rumo para encontrar o SAMSARA, o mesmo da Regata. Voltamos a ter vento aparente de 30 nós, 60°, e ondas de amuras de 3 a 4 metros: o inferno havia retornado. 
Falávamos com o Samsara a cada 30 minutos, pelo VHF, para trocar posições, e em seguida eu as passava (a nossa e do SAMSARA) para o Navio da Marinha, inicialmente pelo SSB, e depois por VHF. 
A cada contato com o SAMSARA, eu percebia que eles estavam mais calmos, provavelmente pela certeza de que pelo menos comunicação, havia. Essa é a mágica do rádio. 
Eles derivavam um minuto para o norte, a cada meia hora. Levamos três horas para chegar até eles, velejando a 6,5 nós, com poucos panos . Quando os avistamos, demos proa ao vento, baixamos velas, ligamos o motor e nos aproximamos para jogar uma retinida com uma pinha em uma das pontas, e dois cabos de seda de 40 metros cada, para amarrar em um cabo de fundeio deles, e dar início ao reboque. 
Consegui jogar a retinida para eles, mas uma onda jogou o Luthier em cima do SAMSARA, e na manobra de evasão, acabamos por tocar os mastros, o que resultou, por sorte, só na perda das birutas do Luthier. Eles não conseguiram atar os cabos a tempo, e a manobra, muito arriscada, foi inútil. 
O comandante do SAMSARA sugeriu que um tripulante dele mergulhasse e nadasse até o Luthier, trazendo um cabo para atar aos meus. Preparei tudo, e passei próximo ao mergulhador a 1,5 nó, velocidade mínima para que eu tivesse governo do Luthier. O mergulhador, por questão de centímetros, não conseguiu pegar o cabo que joguei. 
Não deu, pensei (@#$%¨$$##@@# )! Já tinha um barco à deriva, sem leme, e agora tenho um homem ao mar! 
O mergulhador usava um colete importado dotado de um sistema automático de inflar, e com uma forte luz piscante (strobo). Eram 4:00 hs da manhã, noite ainda. Eu pedi à Catarina que apontasse o tempo todo para o mergulhador e fiz, pela primeira vez a manobra que li nos livros: cheguei a sotavento dele, e quando ele estava perto da popa, cortei o motor, que estava lento, e dei um cavalo de pau no Luthier. O mergulhador ficou posicionado bem à popa do barco, então, joguei a retinida a ele, e o puxei para bordo. Mais uma vez, ainda bem que a popa do Luthier é aberta! 
Depois dessa, decidimos que o Samsara colocaria uma bóia com uma luz atada a um cabo longo, e que eles teriam ainda outro cabo atado a esse para, assim que pegássemos a bóia, eles fossem “dando linha”, para que tivéssemos tempo de atar os cabos de reboque. Foram quatro passadas, até que, finalmente, conseguimos pegar a bóia e atar os cabos. 
Meus cabos de seda elásticos, e os cabos de âncora do Samsara, juntos, davam uns cem metros; a bóia que ficou no meio deles foi muito útil. 
Tudo certo, respiramos fundo e iniciamos a operação. Adotei um rumo direto para Natal e coloquei o motor a 2000 giros, o que nos permitia andar a 3 nós de velocidade. A popa do SAMSARA balançava para os lados, descontrolada. Eles lançaram cabos pela popa com uma porção de tralhas, inclusive esses galões plásticos para combustíveis, que funcionaram muito bem, estabilizando a popa. Dessa forma, com o cabo sempre esticado, sem tranco, e com o motor na temperatura normal, iniciamos os turnos no Luthier. Nessa hora, é que o anjo que eu tenho a bordo (Catarina) começou a trabalhar: fez os turnos com tripulante do Samsara a bordo, porque eu, depois que tudo estava bem, voltei a marear fortemente. 
Foram 60 milhas de percurso até Natal, totalizando 20 horas, tempo para eu pensar em como entrar na Barra do Rio Potengi, em Natal. 
Depois de algum tempo de percurso, percebi que o SAMSARA derivava para bombordo, o esperado, porque as ondas e vento vinham de SE, e a corrente também. A 5 milhas da barra, perguntei ao navio da Marinha, que já nos acompanhava, se eles também percebiam essa tendência do Samsara. Confirmado. Resolvemos encurtar o cabo de reboque, ficamos com uns 40 a 50 metros. 
Adotei um rumo mais para o sul, de forma a fazer uma curva de aproximação que deixasse o Samsara a meu boreste na entrada do rio, e então, após eu passar, seria só controlar a velocidade para que ele derivasse mais ou menos para bombordo, e também passasse bem no meio do canal. O perigo são as pedras ao norte marcadas pela bóia 2. 
Com cuidado, e a 3 nós de velocidade, o Luthier entrou bem no meio do canal. Fui acelerando para diminuir a deriva do SAMSARA e, a 4,5 nós, o SAMSARA entrou bem no meio do canal. Fiquei muito contente, porque as horas em que eu fiquei planejando essa entrada valeram a pena: tudo ocorreu como pensado. 
Dentro do rio, a lancha do prático se posicionou a contra-bordo do SAMSARA, e largamos os cabos de reboque. 
A experiência dos tripulantes do SAMSARA (o que estava a bordo do Luthier foi da equipe de terra do Brasil 1), o acompanhamento da Marinha pelo rádio, e a robustez do Luthier, fizeram com que tudo terminasse bem, sem maiores prejuízos, e, principalmente, sem feridos. 
Fora a primeira tentativa de lançar os cabos, muito arriscada, todas as outras operações foram bem pensadas, por todos nós, dos dois barcos, realizadas com calma, e sem heroísmos. 
O Mar às vezes é rude, judia, mas aproxima as pessoas. Estou feliz de ter feito parte deste resgate. Outras REFENOS virão."
          Dorival

domingo, 24 de outubro de 2010

Trocar o óleo e lubrificar o motor de popa são tarefas simples e necessárias

 

Trocar o óleo da rabeta de qualquer motor de popa (o que deve ser feito a cada 100 horas ou seis meses de uso) é algo simples. Não exige grande conhecimento, muito menos mecânico. Com um pouco de disposição, dá para fazer a operação completa em cerca de uma hora. Em compensação, a troca bem-feita pode evitar grandes problemas, porque o óleo da rabeta é o responsável por lubrificar as engrenagens da transmissão que fazem girar o hélice. Com o tempo, esse óleo é contaminado com partículas metálicas do próprio desgaste das peças e perde propriedades lubrificantes, o que pode danificar toda a estrutura da transmissão — daí a necessidade da troca. Veja como fazer.
O que você vai precisar
Tenha à mão: chave de fenda, muitos panos e uma bomba de pressurização. Caso não possua uma bomba, injete o óleo usando apenas uma mangueira. Esta, porém, tem de ficar acima do orifício superior, justamente para aproveitar a força da gravidade e empurrar o óleo para dentro da rabeta.
1. Coloque o motor bem de pé, para que o óleo desça até o fundo da rabeta e saia com mais facilidade. Depois, ponha uma bandeja para receber o óleo usado, perto do parafuso inferior de escoamento.
2. Com uma chave de fenda grande, retire o parafuso inferior. Gotas de óleo irão cair, mas não tudo o que há lá dentro, já que ainda falta retirar o parafuso superior do nível de óleo. Só depois de retirá-lo é que o óleo vazará completamente.
3. Quase sempre, o parafuso inferior é imantado, para reter as partículas metálicas do desgaste interno das peças. Limpe-o com um pano.
4. Tire o parafuso superior e espere alguns minutos para que o óleo escorra na bandeja. Geralmente, bem ao lado desse parafuso, há a inscrição “oil level”, que indica o nível de óleo.
5. Se o óleo estiver escuro demais, o conjunto de transmissão da rabeta pode estar se desgastando, talvez porque você não trocou o óleo no tempo certo. Já se estiver esbranquiçado, pode ser um sinal de entrada de água pelo retentor do cubo do hélice.
6. Com uma bomba de pressurização manual, injete o óleo pelo parafuso inferior. É a etapa mais delicada, pois só se sabe se está cheio quando o óleo escorre pelo orifício superior. Atenção: o tipo e a quantidade de óleo necessários estão especificados no manual.
7. Depois de cheio e já escorrendo óleo por cima, coloque o parafuso superior de volta e, só então, tire o bico injetor do orifício inferior.
8. Ao mesmo tempo que retirar o bico injetor e a bandeja, coloque o parafuso inferior. Depois, com um pano, limpe a borda dos dois parafusos.
Lubrificação
Lubrificar um motor de popa, assim como trocar o óleo, é algo simples, que não exige esforço, muito menos mecânico, apenas um pouco de disposição. E se a lubrificação for bem-feita (ou seja, a cada dois meses), aumentará consideravelmente a vida útil do motor e diminuirá o risco de travamentos do movimento do cavalete de sustentação e do cabo de aço do acelerador, o que, por si só, já justifica a mão-de-obra. Há dois tipos de graxa para a lubrificação:
a tradicional, de cor escura, usada na maioria das oficinas, e a branca, à prova d’água, menos freqüente. As duas, porém, oferecem resultados satisfatórios.
Com uma ou outra, o procedimento de lubrificação será sempre o mesmo. E o melhor: não leva mais que dez minutos. Veja como.
1Logo após o uso, com o motor fora d’água e seco, tire com um alicate de bico fino a cupilha que fica entre o eixo do hélice e a porca que o prende no eixo. Depois, com uma chave estria, retire a porca que prende o hélice ao eixo.
2 Após retirar o hélice e antes de lubrificar o eixo, aproveite para checar se não há vazamentos de óleo no eixo do hélice. Se houver, contate um especialista no assunto. Preencha com graxa toda a superfície do eixo do hélice, principalmente entre as estrias, e espalhe com um pincel de pêlos grossos. Na seqüência, coloque o hélice de volta.
3 No passo seguinte, retire a caixa que protege o motor, para lubrificar o conjunto de maçanetas de abertura, já que elas costumam emperrar e fazer
barulho quando não estão lubrificadas. Por último, com uma injetora, engraxe o cavalete de sustentação, que permite que o motor levante ou abaixe.

Por Otto Aquino
Da Náutica 236

Postado na Náutica

Remover cracas e pintar o fundo permitem uma melhor performance do barco

A performance do seu barco não anda aquela maravilha? Então, atenção. O problema pode estar num simples detalhe: nas cracas presas ao fundo do casco! Elas aumentam barbaramente o atrito do casco com a água e, conseqüentemente, afetam sua a hidrodinâmica, roubando um bocado de desempenho. Quanto maior for o arrasto hidrodinâmico (ou seja, o esforço para se locomover), maiores serão o esforço do motor e o consumo de combustível para o barco se movimentar. E combustível custa dinheiro. Portanto, cracas presas ao casco significam, também, rombos no seu bolso. A sorte é que elas não aparecem da noite para o dia, embora sejam bem freqüentes nos barcos que ficam guardados na água, como a maioria dos veleiros, por exemplo. São precedidas por uma camada de limo, que age como uma espécie de berço para uma futura colônia de algas, que, por sua vez, atraem as cracas. O problema é que elas se reproduzem rapidamente. Crescem em pouquíssimo tempo e, se não forem retiradas a tempo, passam a ser uma real ameaça ao casco. Com poucas semanas de vida, podem ser retiradas com simples jatos d’água com pressão, tendo, porém, o cuidado de não danificar o gelcoat do casco. Mas se já estiverem crescidas, só mesmo raspando com uma espátula. O melhor remédio, no entanto, ainda é a boa e velha prevenção, pintando o fundo do casco uma vez por ano, com tinta própria para isso, chamada de intiincrustante ou, popularmente, “tinta venenosa”, embora mal mesmo ela só faça para as cracas. Como mostramos aqui.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

De São Paulo à Florianópolis a bordo de uma jangada

foto: divulgação
O corajoso aventureiro Vicente Stanislaw Klonowski

Visando realizar um intercâmbio de embarcações tradicionais brasileiras, Vicente Stanislaw Klonowski levou sozinho uma jangada para o sul do país em alto mar





O ponto de partida foi a barra de Icapara, localizada entre os municípios de Iguape e Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. A chegada foi um pouco mais abaixo no mapa, na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. O meio de transporte dessa trajetória? Uma jangada, com algumas adaptações, trazida por terra diretamente da Paraíba pelo navegador Vicente Stanislaw Klonowski, e que em mar aberto, superou as expectativas e deixou o viajante são e salvo no destino estabelecido.
Surpresas boas em alto mar
O tempo de viagem em mar aberto foi exatamente como o previsto: cinco dias. E mesmo com a jangada restaurada com adaptações no casco, a construção de uma segunda caixa de bolina, e com o adicional de equipamentos básicos para navegação noturna, a sua qualidade náutica, de início, ainda era desconhecida. Porém, as surpresas agradaram muito. “Eu não acreditava que uma embarcação movida à vela de algodão andasse tão bem”, confessa Stanislaw.
Durante a viagem, as escalas de mar aberto da partida até a chegada foram Barra de Icapara, Ilha do Bom Abrigo, Praia das Encantadas (Ilha do Mel), Baia de São Francisco, Ilha da Paz, Porto Belo e, de lá, finalmente o Iate Clube de Jurerê, em Florianópolis.

foto: divulgação
Detalhes do acabamento da jangada


Apesar do bom desempenho do barco, as condições meteorológicas de inverno fizeram Vicente passar madrugadas à dentro com muita exposição ao frio. Além disso, alguns equipamentos como o rádio VHF, que esteve o tempo todo surdo a longa distância, fez falta e poderia ter lhe salvado de algumas situações desconfortáveis.
No geral, a adaptação do navegador com o barco foi boa, mas ficou marcada por cãibras terríveis, e pela fácil perda de objetos. O momento de maior risco da viagem aconteceu na ultrapassagem da Barra de Icapara, com vagas altas em arrebentação. “Confiei na força de um vento sudoeste e ele me levou para fora”, conta. Já as melhores condições de vento vieram nos períodos da tarde. “Isso me dava uma grande satisfação, dava risada sozinho ao ver aquela armação de pano de algodão, bambus e o mastro encurvado, fazendo um barco ir para onde eu queria num mar largo e sem ninguém a vista, sem barulho de motor e com um combustível eterno”.
foto: divulgação
O intercâmbio náutico

Para quem está acostumado a ver percursos como esse a bordo de barcos modernos e equipados, a viagem parece mesmo uma aventura. Já para Stanislaw foi um teste, que serviu para avaliar a embarcação e também a sua adaptação para um projeto planejado para o verão. Esse projeto consiste num intercâmbio de barcos tradicionais brasileiros. “O maior objetivo é navegar nestes barcos e levá-los para onde eles não existem”, alega.
Se uma baleeira já faz sucesso nas águas de Florianópolis, não custa imaginar o impacto que ela não terá em outras regiões do país. Para Vicente, são os barcos diferentes dos que vemos habitualmente que despertam a atenção de pescadores e de pessoas envolvidas com o mar. E como nenhum intercâmbio é feito apenas de deslocamento, o projeto visa também uma maior aproximação com as comunidades para desenvolver o saber náutico que acontece pela leitura da própria natureza.

foto: divulgação
Crianças curiosas com o velejador


Para Vicente, em nossos dias – apesar dos equipamentos e recursos tecnológicos – esse saber popular continua essencial. “Foi ele que embasou todo conteúdo científico. O mais surpreendente é que o marinheiro mais respeitado é aquele que além dos equipamentos sabe ler o céu e o mar, como o piscar das estrelas”, conta.

Por Fabricia Zamataro e Karen Pitanga

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Soluções simples para evitar grandes dores de cabeça. Spurs Marine, da Mar 7, protege o hélice contra cabos e cordas

 

Foto: Fernando Monteiro

Foi por indicação de gente que navega muito que eu cheguei ao pequeno estande da Mar 7 e encontrei o equipamento da Spurs Marine que consiste em um sistema simples capaz de cortar cordas, cabos, redes e outros enroscos que podem não só atrapalhar qualquer passeio como também causar grandes prejuízos financeiros e ao motor.
O sistema é composto por duas lâminas, uma fixa e outra que gira juntamente com o hélice. Quando um cabo começa a se enroscar no hélice, ele é prontamente cortado. Segundo o representante, as lâminas não perdem o fio, mas é necessária uma manutenção anual para substituir as luvas e silenciadores, que são feitos de material plástico e dos anodos de sacrifício. Esse equipamento não é instalado em motores de popa, apenas em centro-rabeta.
Reproduzir o funcionamento desse sistema com fotos não é fácil, mas quem quiser saber mais pode ver as animações direto no site do fabricante: www.spursmarine.com.

POR JR para http://www.boatshow.com.br/spbs2010/post.php?id_blog=1070