Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ex-atleta olímpico Eduardo Souza Ramos gasta milhões em prol da vela

Eduardo de Souza Ramos: ex-presidente da Mitsubishi e grande personagem da vela brasileira
Eduardo de Souza Ramos tinha só 12 anos quando ganhou o primeiro barco de seu pai, então proprietário de um iate clube na Represa Billings. Daquela época até os dias de hoje, quando tem 64 anos, muita coisa se passou na vida de um dos principais executivos do mercado automotivo e ex-presidente da Mitsubishi Brasil. Só permaneceu intacta a paixão pela vela, responsável por colocá-lo nos Jogos Olímpicos de 1980, em Moscou, e 84, Los Angeles. Nesta última, Eduardo carregou a bandeira brasileira na cerimônia de abertura.
Idealizador da recém-criada classe S40 - amplamente difundida na vela sul-americana -, Eduardo ajudou desde a confecção dos barcos até a criação da primeira competição da categoria, a Mitsubishi Sailing Cup, em Ilhabela. Entusiasta do esporte, ele é conhecido por gastar milhões do próprio bolso. No passado, chegava a comprar veleiros caríssimos e repassar a preços módicos, logo depois, para estimular a competição em sua modalidade.
"Isso aqui (Sailing Cup) é um sonho meu, que devo muito à vela. Aprendi muito na vida pessoal e a vela também contribuiu muito para meu sucesso profissional. Aprendi sobre comportamento, estratégia, garra e competição", resume Eduardo, respeitado pela trajetória no esporte, mas também nos negócios. "Sempre procurei devolver algo para a vela. Seja administrando, construindo uma classe ou promovendo eventos, que é o que tenho feito antes que meu tempo acabe", explica.
Eduardo é responsável por trazer a gigante japonesa para o País. A Mitsubishi Brasil é a única filial em todo o mundo que trabalha com autonomia em relação à matriz asiática - tem uma fábrica sediada em Catalão, Goiás. Fruto da capacidade do executivo, que é acionista majoritário da versão brasileira e também tem participação na Suzuki. Uma evolução para quem, aos 22 anos, trabalhava como vendedor na concessionária do pai.
"A Mitsubishi Brasil foi construída em cima da vela, onde conheci todos os diretores que me ajudaram. O atual presidente tem 47 anos e começou a trabalhar comigo quando tinha 19 e nos conhecemos jogando tênis em um clube de vela. Competimos juntos em todo o mundo por 20 anos", exemplifica. Na vida pessoal, o esporte também sempre fez parte de tudo.
"Conheci minha mulher velejando, também. E meu pai que me ensinou a velejar e me encaminhou para o ramo de trabalho que tenho", acrescenta. Também ex-piloto de rali, outra modalidade de grande investimento da Mitsubishi, Eduardo só não terá a alegria de ver os herdeiros seguirem o caminho da vela, já que nenhum de seus filhos optou pelo mesmo caminho.
Ex-presidente da Federação de Vela do Estado de São Paulo e também da Confederação Brasileira de Vela e Motor, Eduardo só lamenta não ter uma medalha olímpica no currículo. "Em 1980, era um dos mais bem cotados, mas fiz escolhas erradas no equipamento e terminei em oitavo lugar. Em 84, tinha menos chances e terminei em 13º".
Fonte: Terra; Foto: Fernando Borges/Terra postado no Popa