Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Resgate do SAMSARA

Reconhecer hérois é fácil.
Eles sempre aparecem para salvar vidas



Ja citei essa frase em um post sobre o resgate do Acauã, e trago ela novamente para dedica-la ao veleiro Luthier e sua tripulação que na hora precisa estavam lá.
Aqui coloco a historia do resgate contada pelo protagonista no seu Blog


"Muitas vezes, iniciamos uma atividade, projeto, viagem, etc…, imaginando um determinado fim, e a coisa toda toma outros rumos. A viagem à vela é mestra nisso. Saímos com um destino, mas chegaremos aonde for possível, e quando der. 
Regatas, a versão esportiva da vela, é uma atividade com começo, meio e fim bem definidos, cheia de regras (não conheço todas) e, principalmente, no caso da oceânica, a única coisa certa é a largada. 
Largamos na REFENO rizados. Após alguns bordos, já estávamos montando a bóia norte, e rumando para Fernando de Noronha. Eu e a Catarina achamos o mar alto, mas parecia que dava para continuar até um outro ponto de decisão definido por nós, próximo a Cabedelo. Chegando lá, decidimos continuar. 
Mais adiante, o mar começou a piorar muito, e rajadas de vento de 30 nós começaram ser frequentes. A Catarina começou a piorar da garganta e eu a ficar muito mareado. Os eventos começaram a ocorrer: barcos mais atrasados em relação a nós começaram a reportar perda de controle do leme, e arribaram para Cabedelo; muitos informavam que seus tripulantes estavam mareados; outros tiveram carrinhos da escota da mestra arrebentados; genoas rasgando; e apareceram os primeiros dois casos de pedido de resgate de tripulante em más condições de saúde, sendo um caso grave. Esses dois últimos pedidos de resgate demandaram uma das embarcações da Marinha. 
O mar aumentou ainda mais, e o vento ficou sustentado em 30 nós. O Luthier ia bem, salvo engano, estávamos em segundo lugar, com somente um “Dufour 405” à nossa frente. A situação do mar e ventos não pareciam ser problema para o Luthier, mas eu já estava ficando sem forças, e a Catarina, cada vez pior da garganta, desenvolveu um quadro febril. Decidimos abandonar a REFENO e rumar para Natal, 40 milhas mais perto do que Fernando de Noronha. 
Assim que acertei a rota para Natal, tudo melhorou, porque ficamos com mar e vento de alheta. Pouco tempo depois que avisamos o navio patrulha da Marinha, de que estávamos abandonando a Regata, fomos chamados no rádio por dois barcos: o trimarã Nativo, então sem mastro, e o veleiro SAMSARA, sem o leme, que quebrou e se perdeu no mar. A Marinha, que estava com um navio socorrendo os tripulantes resgatados, e outro muito adiante, perto de Fernando de Noronha, acionou um outro navio patrulha, que demandou de Natal para socorrer esses dois barcos. 
O Veleiro SAMSARA, um 40 pés de regata (fibra de carbono), então sem leme, com 10
Samsara
tripulantes, dentre eles uma mulher e dois adolescentes, me pediu para fazer ponte de rádio com os navios da Marinha. A essa altura, a única possibilidade foi o SSB. Perguntado pelo operador do navio da Marinha se poderíamos assistir ao Samsara, respondi que sim. 
Não sei de onde arrumamos forças para velejar no rumo para encontrar o SAMSARA, o mesmo da Regata. Voltamos a ter vento aparente de 30 nós, 60°, e ondas de amuras de 3 a 4 metros: o inferno havia retornado. 
Falávamos com o Samsara a cada 30 minutos, pelo VHF, para trocar posições, e em seguida eu as passava (a nossa e do SAMSARA) para o Navio da Marinha, inicialmente pelo SSB, e depois por VHF. 
A cada contato com o SAMSARA, eu percebia que eles estavam mais calmos, provavelmente pela certeza de que pelo menos comunicação, havia. Essa é a mágica do rádio. 
Eles derivavam um minuto para o norte, a cada meia hora. Levamos três horas para chegar até eles, velejando a 6,5 nós, com poucos panos . Quando os avistamos, demos proa ao vento, baixamos velas, ligamos o motor e nos aproximamos para jogar uma retinida com uma pinha em uma das pontas, e dois cabos de seda de 40 metros cada, para amarrar em um cabo de fundeio deles, e dar início ao reboque. 
Consegui jogar a retinida para eles, mas uma onda jogou o Luthier em cima do SAMSARA, e na manobra de evasão, acabamos por tocar os mastros, o que resultou, por sorte, só na perda das birutas do Luthier. Eles não conseguiram atar os cabos a tempo, e a manobra, muito arriscada, foi inútil. 
O comandante do SAMSARA sugeriu que um tripulante dele mergulhasse e nadasse até o Luthier, trazendo um cabo para atar aos meus. Preparei tudo, e passei próximo ao mergulhador a 1,5 nó, velocidade mínima para que eu tivesse governo do Luthier. O mergulhador, por questão de centímetros, não conseguiu pegar o cabo que joguei. 
Não deu, pensei (@#$%¨$$##@@# )! Já tinha um barco à deriva, sem leme, e agora tenho um homem ao mar! 
O mergulhador usava um colete importado dotado de um sistema automático de inflar, e com uma forte luz piscante (strobo). Eram 4:00 hs da manhã, noite ainda. Eu pedi à Catarina que apontasse o tempo todo para o mergulhador e fiz, pela primeira vez a manobra que li nos livros: cheguei a sotavento dele, e quando ele estava perto da popa, cortei o motor, que estava lento, e dei um cavalo de pau no Luthier. O mergulhador ficou posicionado bem à popa do barco, então, joguei a retinida a ele, e o puxei para bordo. Mais uma vez, ainda bem que a popa do Luthier é aberta! 
Depois dessa, decidimos que o Samsara colocaria uma bóia com uma luz atada a um cabo longo, e que eles teriam ainda outro cabo atado a esse para, assim que pegássemos a bóia, eles fossem “dando linha”, para que tivéssemos tempo de atar os cabos de reboque. Foram quatro passadas, até que, finalmente, conseguimos pegar a bóia e atar os cabos. 
Meus cabos de seda elásticos, e os cabos de âncora do Samsara, juntos, davam uns cem metros; a bóia que ficou no meio deles foi muito útil. 
Tudo certo, respiramos fundo e iniciamos a operação. Adotei um rumo direto para Natal e coloquei o motor a 2000 giros, o que nos permitia andar a 3 nós de velocidade. A popa do SAMSARA balançava para os lados, descontrolada. Eles lançaram cabos pela popa com uma porção de tralhas, inclusive esses galões plásticos para combustíveis, que funcionaram muito bem, estabilizando a popa. Dessa forma, com o cabo sempre esticado, sem tranco, e com o motor na temperatura normal, iniciamos os turnos no Luthier. Nessa hora, é que o anjo que eu tenho a bordo (Catarina) começou a trabalhar: fez os turnos com tripulante do Samsara a bordo, porque eu, depois que tudo estava bem, voltei a marear fortemente. 
Foram 60 milhas de percurso até Natal, totalizando 20 horas, tempo para eu pensar em como entrar na Barra do Rio Potengi, em Natal. 
Depois de algum tempo de percurso, percebi que o SAMSARA derivava para bombordo, o esperado, porque as ondas e vento vinham de SE, e a corrente também. A 5 milhas da barra, perguntei ao navio da Marinha, que já nos acompanhava, se eles também percebiam essa tendência do Samsara. Confirmado. Resolvemos encurtar o cabo de reboque, ficamos com uns 40 a 50 metros. 
Adotei um rumo mais para o sul, de forma a fazer uma curva de aproximação que deixasse o Samsara a meu boreste na entrada do rio, e então, após eu passar, seria só controlar a velocidade para que ele derivasse mais ou menos para bombordo, e também passasse bem no meio do canal. O perigo são as pedras ao norte marcadas pela bóia 2. 
Com cuidado, e a 3 nós de velocidade, o Luthier entrou bem no meio do canal. Fui acelerando para diminuir a deriva do SAMSARA e, a 4,5 nós, o SAMSARA entrou bem no meio do canal. Fiquei muito contente, porque as horas em que eu fiquei planejando essa entrada valeram a pena: tudo ocorreu como pensado. 
Dentro do rio, a lancha do prático se posicionou a contra-bordo do SAMSARA, e largamos os cabos de reboque. 
A experiência dos tripulantes do SAMSARA (o que estava a bordo do Luthier foi da equipe de terra do Brasil 1), o acompanhamento da Marinha pelo rádio, e a robustez do Luthier, fizeram com que tudo terminasse bem, sem maiores prejuízos, e, principalmente, sem feridos. 
Fora a primeira tentativa de lançar os cabos, muito arriscada, todas as outras operações foram bem pensadas, por todos nós, dos dois barcos, realizadas com calma, e sem heroísmos. 
O Mar às vezes é rude, judia, mas aproxima as pessoas. Estou feliz de ter feito parte deste resgate. Outras REFENOS virão."
          Dorival

domingo, 24 de outubro de 2010

Trocar o óleo e lubrificar o motor de popa são tarefas simples e necessárias

 

Trocar o óleo da rabeta de qualquer motor de popa (o que deve ser feito a cada 100 horas ou seis meses de uso) é algo simples. Não exige grande conhecimento, muito menos mecânico. Com um pouco de disposição, dá para fazer a operação completa em cerca de uma hora. Em compensação, a troca bem-feita pode evitar grandes problemas, porque o óleo da rabeta é o responsável por lubrificar as engrenagens da transmissão que fazem girar o hélice. Com o tempo, esse óleo é contaminado com partículas metálicas do próprio desgaste das peças e perde propriedades lubrificantes, o que pode danificar toda a estrutura da transmissão — daí a necessidade da troca. Veja como fazer.
O que você vai precisar
Tenha à mão: chave de fenda, muitos panos e uma bomba de pressurização. Caso não possua uma bomba, injete o óleo usando apenas uma mangueira. Esta, porém, tem de ficar acima do orifício superior, justamente para aproveitar a força da gravidade e empurrar o óleo para dentro da rabeta.
1. Coloque o motor bem de pé, para que o óleo desça até o fundo da rabeta e saia com mais facilidade. Depois, ponha uma bandeja para receber o óleo usado, perto do parafuso inferior de escoamento.
2. Com uma chave de fenda grande, retire o parafuso inferior. Gotas de óleo irão cair, mas não tudo o que há lá dentro, já que ainda falta retirar o parafuso superior do nível de óleo. Só depois de retirá-lo é que o óleo vazará completamente.
3. Quase sempre, o parafuso inferior é imantado, para reter as partículas metálicas do desgaste interno das peças. Limpe-o com um pano.
4. Tire o parafuso superior e espere alguns minutos para que o óleo escorra na bandeja. Geralmente, bem ao lado desse parafuso, há a inscrição “oil level”, que indica o nível de óleo.
5. Se o óleo estiver escuro demais, o conjunto de transmissão da rabeta pode estar se desgastando, talvez porque você não trocou o óleo no tempo certo. Já se estiver esbranquiçado, pode ser um sinal de entrada de água pelo retentor do cubo do hélice.
6. Com uma bomba de pressurização manual, injete o óleo pelo parafuso inferior. É a etapa mais delicada, pois só se sabe se está cheio quando o óleo escorre pelo orifício superior. Atenção: o tipo e a quantidade de óleo necessários estão especificados no manual.
7. Depois de cheio e já escorrendo óleo por cima, coloque o parafuso superior de volta e, só então, tire o bico injetor do orifício inferior.
8. Ao mesmo tempo que retirar o bico injetor e a bandeja, coloque o parafuso inferior. Depois, com um pano, limpe a borda dos dois parafusos.
Lubrificação
Lubrificar um motor de popa, assim como trocar o óleo, é algo simples, que não exige esforço, muito menos mecânico, apenas um pouco de disposição. E se a lubrificação for bem-feita (ou seja, a cada dois meses), aumentará consideravelmente a vida útil do motor e diminuirá o risco de travamentos do movimento do cavalete de sustentação e do cabo de aço do acelerador, o que, por si só, já justifica a mão-de-obra. Há dois tipos de graxa para a lubrificação:
a tradicional, de cor escura, usada na maioria das oficinas, e a branca, à prova d’água, menos freqüente. As duas, porém, oferecem resultados satisfatórios.
Com uma ou outra, o procedimento de lubrificação será sempre o mesmo. E o melhor: não leva mais que dez minutos. Veja como.
1Logo após o uso, com o motor fora d’água e seco, tire com um alicate de bico fino a cupilha que fica entre o eixo do hélice e a porca que o prende no eixo. Depois, com uma chave estria, retire a porca que prende o hélice ao eixo.
2 Após retirar o hélice e antes de lubrificar o eixo, aproveite para checar se não há vazamentos de óleo no eixo do hélice. Se houver, contate um especialista no assunto. Preencha com graxa toda a superfície do eixo do hélice, principalmente entre as estrias, e espalhe com um pincel de pêlos grossos. Na seqüência, coloque o hélice de volta.
3 No passo seguinte, retire a caixa que protege o motor, para lubrificar o conjunto de maçanetas de abertura, já que elas costumam emperrar e fazer
barulho quando não estão lubrificadas. Por último, com uma injetora, engraxe o cavalete de sustentação, que permite que o motor levante ou abaixe.

Por Otto Aquino
Da Náutica 236

Postado na Náutica

Remover cracas e pintar o fundo permitem uma melhor performance do barco

A performance do seu barco não anda aquela maravilha? Então, atenção. O problema pode estar num simples detalhe: nas cracas presas ao fundo do casco! Elas aumentam barbaramente o atrito do casco com a água e, conseqüentemente, afetam sua a hidrodinâmica, roubando um bocado de desempenho. Quanto maior for o arrasto hidrodinâmico (ou seja, o esforço para se locomover), maiores serão o esforço do motor e o consumo de combustível para o barco se movimentar. E combustível custa dinheiro. Portanto, cracas presas ao casco significam, também, rombos no seu bolso. A sorte é que elas não aparecem da noite para o dia, embora sejam bem freqüentes nos barcos que ficam guardados na água, como a maioria dos veleiros, por exemplo. São precedidas por uma camada de limo, que age como uma espécie de berço para uma futura colônia de algas, que, por sua vez, atraem as cracas. O problema é que elas se reproduzem rapidamente. Crescem em pouquíssimo tempo e, se não forem retiradas a tempo, passam a ser uma real ameaça ao casco. Com poucas semanas de vida, podem ser retiradas com simples jatos d’água com pressão, tendo, porém, o cuidado de não danificar o gelcoat do casco. Mas se já estiverem crescidas, só mesmo raspando com uma espátula. O melhor remédio, no entanto, ainda é a boa e velha prevenção, pintando o fundo do casco uma vez por ano, com tinta própria para isso, chamada de intiincrustante ou, popularmente, “tinta venenosa”, embora mal mesmo ela só faça para as cracas. Como mostramos aqui.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

De São Paulo à Florianópolis a bordo de uma jangada

foto: divulgação
O corajoso aventureiro Vicente Stanislaw Klonowski

Visando realizar um intercâmbio de embarcações tradicionais brasileiras, Vicente Stanislaw Klonowski levou sozinho uma jangada para o sul do país em alto mar





O ponto de partida foi a barra de Icapara, localizada entre os municípios de Iguape e Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. A chegada foi um pouco mais abaixo no mapa, na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. O meio de transporte dessa trajetória? Uma jangada, com algumas adaptações, trazida por terra diretamente da Paraíba pelo navegador Vicente Stanislaw Klonowski, e que em mar aberto, superou as expectativas e deixou o viajante são e salvo no destino estabelecido.
Surpresas boas em alto mar
O tempo de viagem em mar aberto foi exatamente como o previsto: cinco dias. E mesmo com a jangada restaurada com adaptações no casco, a construção de uma segunda caixa de bolina, e com o adicional de equipamentos básicos para navegação noturna, a sua qualidade náutica, de início, ainda era desconhecida. Porém, as surpresas agradaram muito. “Eu não acreditava que uma embarcação movida à vela de algodão andasse tão bem”, confessa Stanislaw.
Durante a viagem, as escalas de mar aberto da partida até a chegada foram Barra de Icapara, Ilha do Bom Abrigo, Praia das Encantadas (Ilha do Mel), Baia de São Francisco, Ilha da Paz, Porto Belo e, de lá, finalmente o Iate Clube de Jurerê, em Florianópolis.

foto: divulgação
Detalhes do acabamento da jangada


Apesar do bom desempenho do barco, as condições meteorológicas de inverno fizeram Vicente passar madrugadas à dentro com muita exposição ao frio. Além disso, alguns equipamentos como o rádio VHF, que esteve o tempo todo surdo a longa distância, fez falta e poderia ter lhe salvado de algumas situações desconfortáveis.
No geral, a adaptação do navegador com o barco foi boa, mas ficou marcada por cãibras terríveis, e pela fácil perda de objetos. O momento de maior risco da viagem aconteceu na ultrapassagem da Barra de Icapara, com vagas altas em arrebentação. “Confiei na força de um vento sudoeste e ele me levou para fora”, conta. Já as melhores condições de vento vieram nos períodos da tarde. “Isso me dava uma grande satisfação, dava risada sozinho ao ver aquela armação de pano de algodão, bambus e o mastro encurvado, fazendo um barco ir para onde eu queria num mar largo e sem ninguém a vista, sem barulho de motor e com um combustível eterno”.
foto: divulgação
O intercâmbio náutico

Para quem está acostumado a ver percursos como esse a bordo de barcos modernos e equipados, a viagem parece mesmo uma aventura. Já para Stanislaw foi um teste, que serviu para avaliar a embarcação e também a sua adaptação para um projeto planejado para o verão. Esse projeto consiste num intercâmbio de barcos tradicionais brasileiros. “O maior objetivo é navegar nestes barcos e levá-los para onde eles não existem”, alega.
Se uma baleeira já faz sucesso nas águas de Florianópolis, não custa imaginar o impacto que ela não terá em outras regiões do país. Para Vicente, são os barcos diferentes dos que vemos habitualmente que despertam a atenção de pescadores e de pessoas envolvidas com o mar. E como nenhum intercâmbio é feito apenas de deslocamento, o projeto visa também uma maior aproximação com as comunidades para desenvolver o saber náutico que acontece pela leitura da própria natureza.

foto: divulgação
Crianças curiosas com o velejador


Para Vicente, em nossos dias – apesar dos equipamentos e recursos tecnológicos – esse saber popular continua essencial. “Foi ele que embasou todo conteúdo científico. O mais surpreendente é que o marinheiro mais respeitado é aquele que além dos equipamentos sabe ler o céu e o mar, como o piscar das estrelas”, conta.

Por Fabricia Zamataro e Karen Pitanga

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Soluções simples para evitar grandes dores de cabeça. Spurs Marine, da Mar 7, protege o hélice contra cabos e cordas

 

Foto: Fernando Monteiro

Foi por indicação de gente que navega muito que eu cheguei ao pequeno estande da Mar 7 e encontrei o equipamento da Spurs Marine que consiste em um sistema simples capaz de cortar cordas, cabos, redes e outros enroscos que podem não só atrapalhar qualquer passeio como também causar grandes prejuízos financeiros e ao motor.
O sistema é composto por duas lâminas, uma fixa e outra que gira juntamente com o hélice. Quando um cabo começa a se enroscar no hélice, ele é prontamente cortado. Segundo o representante, as lâminas não perdem o fio, mas é necessária uma manutenção anual para substituir as luvas e silenciadores, que são feitos de material plástico e dos anodos de sacrifício. Esse equipamento não é instalado em motores de popa, apenas em centro-rabeta.
Reproduzir o funcionamento desse sistema com fotos não é fácil, mas quem quiser saber mais pode ver as animações direto no site do fabricante: www.spursmarine.com.

POR JR para http://www.boatshow.com.br/spbs2010/post.php?id_blog=1070

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Largou a Velux 5 Oceans 2010/11


Largou no domingo, em La Rochelle, na França mais uma Velux 5 Oceans. Para quem não lembra, a regata de volta ao mundo em solitário, com escalas, que nasceu com o nome de BOC Challenge, virou AroundAlone (um nome perfeito!) e depois ganhou esta alcunha que ora vige.
E nas águas de França, ponto inicial e final da peleja global que vai parar também na Cidade do Cabo, Wellington, Salvador e Charleston, apenas 5 skippers e seus Eco 60 (na verdade Opens 60 fabricados antes de 2003 e com uma regra de apelo eco-marqueteiro) estavam na linha de partida.

Reaproveitamento de cascos de embarcações




Pescadores de uma ilha da Inglaterra tiveram uma ideia simples, barata e criativa para reciclar antigos barcos, que não serviam mais para navegação: transformá-los em galpões.
A ideia é tão simples quanto útil. Virando as embarcações de cabeça para baixo e adicionando portas, os barcos transformam-se em galpões, podendo também ser usados como diversas formas de habitação. 
A ilha chama-se Lindisfarne(ou Holy Island, IlhaSagrada), situada na costa nordeste da Inglaterra, e ligada à terra firme de Northumberland por uma estradinha. 
Hein? 
Uma ilha ligada por estrada? 
Então não é uma ilha...
Ocorre que a ilha é inundada diariamente pela maré. A população da ilha não chega a 200 habitantes!
Vídeo mostra helicóptero resgatando motorista preso pela maré em Lindisfarne.



Postado no Popa

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Câmera boa para viagens

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LUMIX - DMC-ZS7PU-K

· 12.1 Megapixels

· Zoom inteligente de 16x

· Modo viagem com GPS

· Lente Leica grande-angular de 25mm

· Gravação de vídeos em Alta Definição

· iA - Intelligent Auto

· Exposição manual

· LCD inteligente de 3 polegadas

Função GPS Integrado aumenta a diversão da fotografia e da viagem

Os dados do local em que a foto foi tirada são automaticamente incluídos na imagem, com latitude e longitude nos dados do EXIF. Essas imagens com marcação geográfica podem ser identificadas nos mapas de mídia social na Internet para compartilhamento com amigos e parentes. Além disso, a ZS7 também mostra o nome do país, estado, cidade e pontos de referência, usando os dados internos para fornecer aos usuários informações em tempo real do local das fotos e deixar o ato de fotografar ainda mais divertido. As informações de pontos de referência excedem mais de 500 mil, abrangendo cerca de 73 países. A ZS7 também ajusta o horário local de acordo com o fuso-horário de cada região.

Lente LEICA DC com Zoom Inteligente de 16x e ultra grande-angular de 25mm

Lente LEICA DC VARIO ELMAR e zoom óptico de 12x com ultra grande-angular de 25mm. Graças à mais nova tecnologia de Resolução Inteligente, a ZS7 conta com o Zoom Inteligente, que estende a taxa de zoom em aproximadamente 1,3x, mantendo a qualidade de imagem, mesmo quando combinado ao zoom digital. Isso significa que o zoom óptico de 12x pode passar a ser equivalente a praticamente 16x.

Gravação de filmes em AVCHD Lite com Zoom e o modo iA (Intelligent Auto)

Grava filmes de alta definição no modo AVCHD Lite com 720p e som estéreo. Além disso, o popular modo iA (Intelligent Auto) também está disponível na ZS7 para a gravação de filmes. Este formato de gravação permite ao usuário gravar vídeos utilizando o zoom durante a filmagem.

Modo iA ainda mais atual com o POWER O.I.S. e a tecnologia de Resolução Inteligente

Esse modo está ainda mais evoluído com a inclusão do mais avançado sistema de estabilização de imagem POWER O.I.S. comparado ao MEGA O.I.S., e a tecnologia de Resolução Inteligente - agora com o dobro da capacidade de eliminação de tremulações.

Mais informações no link abaixo

 http://www.panasonic.com.br/produto/Cameras_e_Filmadoras/Cameras_Digitais_Lumix/DMC-ZS7PU-K.aspx

domingo, 17 de outubro de 2010

Dragagem do Potengi

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Numa conversa informal com o capitão dos portos, Alan Kardec, tive a informação que o aumento da largura do canal tem o objetivo de criar mais espaço para os navios poderem girar dentro do rio já que com o aumento da profundidade do canal aumentara também a tonelagem dos navios e consequentemente o comprimento dos mesmos. Como o canal tem cem metros será aumentado em mais cinqüenta, vinte e cinco para cada lado o que fara com que pegue parte do fundeadouro do iate clube.
Segundo Alan Kardec, esse aprofundamento não tomara o fundeadouro, pois a área de manobras dos navios fica em frente ao porto e o aumento próximo ao clube é para tornar o canal mais reto , já que hoje existe uma curva no canal quase em frente ao clube. Já foi pedido a Codern que posicione as bóias de forma a ficarem por fora do fundeadouro, que somente será afetado no aumento de sua profundidade para doze metros.


blogger Marcas: 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Do Rio Grande do Sul a Noronha

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O sotaque não esconde. Eles são do Rio Grande do Sul. Mas, nada de Porto Alegre ou alguma cidade pertinho da capital gaúcha. Na verdade, eles vieram de Jaguarão, município que fica a 400 km de Porto Alegre e faz fronteira com o Uruguai. É de lá que veio a tripulação do barco Rebojo I, comandada por Ernesto Pires, 71 anos. A embarcação ganhou o prêmio especial de "Barco brasileiro de local mais distante”, na 22ª Refeno. Ernesto mais dois tripulantes saíram do Rio Grande do Sul no início de junho e chegaram ao Recife no dia 20 de setembro.
Foi uma viagem longa, porém muito proveitosa, já que foi a primeira vez que eles tinham velejado pelo Nordeste do Brasil. “ Nós nunca tínhamos velejado do Rio de Janeiro para cima. Então, essa foi uma oportunidade que tivemos de conhecer o Nordeste do Brasil. A viagem foi boa, e pegamos ventos muito fortes. O que encontramos de diferente em velejar por essa parte do país foram as chuvas repentinas. No Sul, não tem isso”, afirmou Pires, acrescentando que se sente lisonjeado por ter ganhado o troféu.
Ao longo da travessia Rio Grande do Sul- Noronha, eles falaram que não enfrentaram nenhum problema, mas deram um susto em várias pessoas. É que de Salvador a Maceió, eles tinham combinado com alguns barcos maiores de fazer esse percurso juntos. Mas, como o Rebojo era menor que as outras embarcações, acabou ficando para trás. A distância foi tanta dele em relação aos outros barcos, que estes acabaram perdendo o contato com os gaúchos. “Eles tinham chegado de manhã e nós tínhamos chegado à noite, mas só quisemos entrar no porto pela manhã. Todos ficaram muito preocupados conosco”, afirmou Pires. A história que já foi motivo de angustia, agora é contada de forma bem humorada.
Ernesto e seus amigos-tripulantes, Carlos Wilson Vera e Antônio Azambuja, contaram que o que os motivou a fazer a essa viagem foi a aventura. “Mais legal ainda será a volta, porque iremos parar em várias cidades”, disse Carlos Wilson. “Para fazer uma viagem como essa é preciso ter coragem. Quem tem medo, nunca viria de barco. O segredo para não acontecer acidentes é respeitar o mar. O mar será sempre o mar. Temos que adaptar o barco para as condições dele”, falou Ernesto.
E como bom gaúcho, para aguentar tanto tempo no mar, o que não falta em seu barco é o velho chimarrão. Para se ter uma ideia, eles trouxeram mais de dez quilos de erva-mate para preparar a bebida. “Assim, dá para ir e voltar tranquilo”, pontuou Ernesto. A expectativa de chegada a Jaguarão é em dezembro, mais exatamente, às 12h, do dia 24. “Temos que estar lá para o Natal, se não a gente não ganha presente, né?”, brincaram.
Fonte: Raitza Vieira - Diario de Pernambuco

Postado no Popa

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Vieram na Fenat (Fernando de Noronha / Natal)

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Chegaram a Natal no veleiro Temüjin, fazendo parte da Fenat, o casal Lucio e Natalia com os filhos Bianca, Nicole, Luc e o cão da família Ushi. A família é de Belo Horizonte e estão a três meses morando no barco. Junto com eles esta um amigo argentino Daniel que os acompanhara ate o Caribe. Também estão por aqui a caminho do Caribe os Veleiros Irun do casal Daniel e Christine,Guga buy do Zanella e do Eduardo(Zanellinha),o Flyer do Fabio e da Mirian, o Delirante da Simone e seus filhos Raquel e Rafael,o Travessura da familia tres no mundo Sergio, Jonas e Carol, o Luthier do Dorival e Catarina, o Bulimundu do comandante gaúcho de Cabo Verde(????) John Vieira, tendo como tripulantes Saul Capella e Ildefonso Junior comandante do veleiro Gosto D’agua que já participou de outras edições da Refeno.
John é um caboverdiano que se criou nos EUA e aprendeu a falar português, não o de Portugal que é o idioma de Cabo verde mas sim o do Brasil, com uma família de gaúchos de Santo Antonio da Patrulha, cidade a 90km de Porto Alegre, que eram seus amigos. O que fez com que se identificasse com o Rio Grande do Sul onde hoje ele mora e tem uma empresa.
Vamos manter contato para saber noticias das andanças desse povo pelo Caribe.

Fim de semana de cruzeirista

Aconteceram no ultimo final de semana duas regatas, que fizeram parte das festividades da FeNat (Fernando de Noronha / Natal). Fomos convidados, minha esposa (Ro) e eu, a correr no barco da família três no mundo o Travessura. Nos divertimos muito, no sábado foi uma regata triangular em que chegamos em segundo lugar e no domingo numa regata de percurso o Travessura foi o primeiro a cruzar a linha o que deixou a Ro muito contente por ter subido ao podium em sua primeira participação.
Apos a regata de sábado fomos convidados pelo casal Avoante a pernoitar em um barco que eles estão tomando conta, para vivermos a experiência de morar a bordo. Gostamos tanto que ficamos três noites e saímos com planos de tentar uma temporada maior para ver a adaptação a essa vida de cruzeirista.
Nesses dias tiveram muita festa, muito churrasco e muitas informações trocadas entre os cruzeiristas, que aproveitam para trocar waypoints; dicas sobre equipamentos.
Muitos que estão subindo para o Caribe queriam informações sobre a entrada em Galinhos, um lugar muito lindo, que todos querem conhecer. Nelson do Avoante deu algumas informações e delas já nasceu uma idéia de seguirem em flotilha num mini cruzeiro ate lá dia 30/10 quando a maré estará favorável a entrada na barra.
No sábado a noite chegou um catamarã chamado Costa Rica de 82 pés que vinha do Caribe e vai para as ilhas Seychelles para fazer charter, segundo informações dos skipers do veleiro chamados Joel e Ronan ele possui 14 suítes com muito conforto.


Na noite de segunda feira aconteceu uma festa de casamento no clube e então o pessoal da vela resolveu, pra variar, fazer um churrasquinho no píer do Iate. 
Nesse churrasco foi dada uma folga para o churrasqueiro oficial, o Nelson, e o Zanellinha o Dorival e eu tomamos conta da churrasqueira stereo(uma em cada bordo) do Guga Buy.
Foi tão bom que acho que causamos ate um pouco de inveja no pessoal que estava na festa de casamento, pois a alegria e a confraternização do pier chamaram a atenção ate do cantor que nos ofereceu uma musica.
Durante o churrasco, Lucio do veleiro Temüjin ofereceu para degustação duas garrafas da  cachaça Santa Rosa, uma jovem e uma envelhecida em barril de carvalho por oito anos que são produzidas por sua família a mais de cem anos, que foram apreciadas e elogiadas  por todos. Também foram acrescentadas ao nosso churrasco duas garrafas de rum trazidas do caribe pelo Ronan e pelo Joel do catamarã francês Costa Rica, uma garrafa de uma cachaça de alambique de São Paulo trazida pelo Sergio do Travessura além das caipirinhas de caju e cajá feitas pela Lucia do Avoante e das cervejas do Eduardo e do Dorival dos veleiros Guga buy e  Luthier      

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Veleiro Potiguar reconquista o Troféu Tartaruga



O veleiro Tuta do comandante Ricardo Barbosa, nesta XXII Refeno comandado pelo velejador Joca, reconquistou para o Rio Grande do Norte o festejadissimo Troféu Tartaruga, que premia o penultimo colocado na Refeno e que fora antes conquistado pelo veleiro Avoante que não marcou presença este ano, pois seus tripulantes participaram a bordo do veleiro Toa toa.