Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


domingo, 12 de agosto de 2012

Homens se salvam mais em naufrágios do que mulheres e crianças

 

A ideia de que em um naufrágio as mulheres e as crianças são resgatados primeiro é um mito, segundo cientistas que analisaram 18 catástrofes marítimas e descobriram que, no geral, os homens dão preferência a salvar a si mesmos. O naufrágio do Titanic - no qual 70% das mulheres das mulheres e crianças a bordo se salvaram em comparação com 20% dos homens - é uma rara exceção à regra e praticamente criou o mito do "mulheres e crianças primeiro", segundo estudo realizado pelos suecos Mikael Elindera e OscarErixson, do Departamento de Economia da Universidade de Uppsala, Suécia, e publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências (PNAS).
Na maioria dos casos, o capitão e a tripulação tendem a se preocupar com a própria segurança em primeiro lugar, e os homens a bordo costumam se salvar em dobro em relação às mulheres e a taxa das crianças é ainda pior. Os pesquisadores analisaram dados de desastres marítimos de 1852 a 2011, incluindo 15.000 passageiros e tripulações de mais de 30 nacionalidades diferentes.
A análise não incluiu a catástrofe do cruzeiro italiano Costa Concordia (foto acima), ocorrida em janeiro passado e cujo capitão foi muito questionado por ter abandonado o barco antes que os 4.200 passageiros fossem evacuados.

No naufrágio morreram 32 pessoas. Mas o estudo mostra que o comportamento do capitão Francesco Schettino parece não ser tão incomum. Os dados históricos mostram que os membros da tripulação "têm uma taxa de sobrevivência superior à dos passageiros e que só nove entre 16 capitães afundaram junto com seus barcos", assinala o estudo. Os casos nos quais o capitão pediu aos passageiros e à tripulação para dar prioridade às mulheres e crianças foram os que apresentaram melhores taxas de sobrevivência no geral.
No caso do Titanic, o capitão ordenou que as mulheres e as crianças fossem colocados a salvo primeiro e houve informes de empregados que dispararam contra os homens que desobedeceram a esta ordem. As mulheres sobreviveram mais que os homens em apenas dois dos naufrágios estudados, o do Titanic em 1912, e do Birkenhead, um navio britânico que encalhou no Oceano Índico em 1852.
Consideravelmente menos mulheres que homens sobreviveram em 11 naufrágios, e não houve clara evidência de uma diferença nos cinco casos restantes estudados. Nos naufrágios britânicos em particular, o estudo revelou que as mulheres sempre se deram pior que os homens, apesar de a ordem se salvar mulheres e crianças se dar com mais frequência nos navios britânicos.
"Isso contrasta com a noção de que os homens britânicos são mais cavalheiros do que os homens de outras nacionalidades", afirma o estudo. "O que aconteceu no Titanic parece ter passado ideias erradas sobre o comportamento humano durante uma catástrofe", concluem os investigadores.
Fonte: Terra
Leia mais (em inglês): Women and Children First? Titanic and the Suffragettes
Vídeo: Are Shipwreck Evacuation Rules Still "Women And Children First"

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