Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ferrara na Península Ibérica

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O Ferrara com o casal Maracatu, João big river e o comandante Jordi, chegaram a Cartagena na peninsula Iberica.
Aqui algumas impressões do Hélio, pirateadas do http://maracatublog.wordpress.com

"Acho que já paguei minha cota de contravento dos próximos dois anos. Esta foi a tônica de Mindelo, no arquipélago de Cabo Verde, até o Estreito de Gibraltar, já no Mediterrâneo. Porém a última perna, de Ceuta, na costa Norte da África, até Cartagena, já na Península Ibérica, foi como deve sempre ser: mar chão, o Ferrara fazendo quase 9 nós e quando entrou o vento foi pela popa. Mas nem tudo é perfeito: o vento cresceu para mais de 25 nós, levantou o mar e na chegada pegamos umas ondinhas de respeito. Nada grave para o valente Ferrara.
Mal amarramos o barco na marina do Yacht Puerto Cartagena e Maria, um anjo espanhol, acomodou toda a tripulação em seu Picassa a diesel (sim, aqui não é como aí que só utilitário queima diesel) e nos ciceroneou até Murcia, 50 Km ao Norte, para uma tradicional festa de rua com direito a comidas típicas, apresentações do folclore regional e muito papo agradável. Maria ainda nos reservou entradas para uma novilhada, uma tourada com touros jovens, em Calasparra, um pueblo quase 150 Km para o interior, e vai nos levar para degustar um Caldero de Mar Menor, uma comida típica de Cartagena feita com arroz e frutos do mar. O dia promete!
A próxima escala será em Espalmador, uma ancoragem especial num istmo entre as ilhas de Ibiza e Formentera onde, dizem, a água é mais transparente que a do Caribe. Depois eu conto como"