Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A natureza é absoluta. É Deus. E o mar é sua maior imagem.

Reflexão de Helio Setti Jr. no final de seu livro Aventuras no Mar

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“Depois de tudo que vivi e aprendi no mar, naquele momento senti o quanto eu sabia pouco sobre os segredos, os humores, os mistérios do mar. O mar, das coisas que podemos tocar, é a mais infinita. Pra mim ele é realmente infinito, imponderável. Quem um dia já esteve flutuando distante a 1.000, 2.000 milhas de terra, há de concordar comigo que ele é infinito. Não existe medida para medi-lo, não existe vista que ultrapasse seu horizonte, não há ser humano que mergulhe até seu fundo ou que consiga nadar um oceano inteiro. O mar é a maior expressão da natureza, e é ela a essência, a alma, a razão de ser do mundo em que vivemos.

O conhecimento adquirido ao longo dos anos me mostrou essa grandiosidade, essa imponderabilidade. Do muito que aprendi do mar, descobri que quase nada sei sobre ele. A consciência do saber traz a certeza do desconhecimento. Nisso esta talvez a maior beleza do mar. Se eu vivesse 200 anos a estudá-lo, a tentar entende-lo, talvez mal arranhasse todo o saber que poderia tirar dele. Se passasse a vida navegando sem parar, ainda assim não percorreria todas as milhas que o mar oferece, nem chegaria a conhecer todos os recantos, ilhas, baías, praias, recifes que existem pelo mundo, e provavelmente tambem não conheceria todas as suas faces,suas infinitas combinações de corrente,vento e humor.

Ciente desse meu desconhecimento da essência do mar, sou feliz, pois se não a domino, pelo menos tenho conciência dela.”