Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


sábado, 28 de novembro de 2009

Espetáculo das gigantes em alto-mar

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Entre os meses de maio e novembro, visitantes de peso chegam à parte do litoral baiano conhecida como Costa das Baleias. Distante 110 quilômetros do Parque Nacional de Abrolhos, Prado também está na rota das jubartes. Quem se hospeda na cidade parte do Rio Jucurçu, de barco, para procurar os animais.De brinde, ainda tem o gostinho de observar a extensa área de mangue da região.

"A gente não fala que é 100% de certeza de ver baleia porque não pode, mas quando o barco parte a gente já sabe que vai ver. Elas sempre estão no caminho", conta o guia Luiz Alberto Lemos, o Bila. Mesmo cientes de que não há garantia, a expectativa dos visitantes é grande. Parece demorar uma eternidade até o grupo avistar os primeiros sinais das jubartes. Até que o barqueiro, experiente, avisa: "Ah, tem um grupo ali."

E só depois disso é possível identificar os jatos d"água dessas turistas que saem da Antártida para se reproduzir ou ter seus filhotes no mar morno da Bahia. Algumas são ousadas e chegam bem perto do barco. Outras, exibidas, realizam saltos espetaculares. Os filhotes também tentam se aproximar, mas as mães fazem de tudo para afastá-los das embarcações. Com uma ajudinha da sorte, é possível até ver bandos de golfinhos acompanhando algumas das gigantes. Pura emoção.

Os passeios custam, em média, R$ 80 por pessoa e podem ser agendados nos hotéis e nas pousadas. Nunca é demais aconselhar: um remedinho para enjoo antes de embarcar pode fazer toda a diferença para quem tem estômago sensível. Como os barcos que levam para observar baleias são pequenos, estão bastante sujeitos aos caprichos do mar.

RECIFES

No caminho é possível parar nos recifes de Guaratibas e Timbebas para fazer snorkeling. No primeiro, o barco para em um banco de areia, enquanto os turistas aproveitam as piscinas naturais. E só sai quando a maré encher outra vez. Fica a dica: vá nas luas cheia ou nova, quando a amplitude da maré é maior.

Fonte: O Estado de S.Paulo; Foto: Revista Época