Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Uma conversa cheia de histórias de Vilfredo Schürmann com Heinrich Hoffmann Dietrich



Estive com o Sr. Heinrich Hoffmann Dietrich, que veio ao Brasil para visitar seu filho Wolf, que reside em Curitiba.Fizemos uma entrevista de mais de duas horas na sede oceânica do Iate clube de Santa Catarina.
Heinrich vai completar 90 anos em agosto e foi comandante do submarino alemão, o U-141, durante a Segunda Guerra Mundial.
O alemão nos contou que foi convocado pela Marinha com 19 anos de idade. Seu avô foi almirante e o pai comandante de navio durante a Primeira Guerra.
Após ser tripulante em três submarinos, Heinrich chegou ao cargo de comandante do U-141 aos 23 anos.
Ele nos contou muitos episódios da Guerra. "Quando atravessamos o Atlântico com destino ao Canadá, encontramos no meio do mar uma balsa salva vidas com quatro tripulantes de um submarino alemão afundado", revelou.
A base de operações durante a guerra, nos Países Nórdicos, era lotada na época. Antes da Guerra havia uma relação muito estreita entre a marinha alemã e inglesa. Em um outro episódio de guerra, Heinrich nos disse que estavam navegando a noite para bombardear um comboio inglês que estava levando armas para a Rússia. O mar ficou muito agitado após uma tempestade de 84 Km/h. Um dos navios alemães da flotilha foi atacado. Era o navio que o pai dele havia comandado. A flotilha foi orientada a resgatar os sobreviventes, mas não conseguiram porque já estava de noite.
Devido ao frio a maioria dos tripulantes morreram e somente 35 foram salvos pelos navios ingleses. "Existia um respeito muito grande entre a Marinha dos dois países", afirmou.
Heinrich comandou o submarino U-141 até o final da guerra, como um submarino de adestramento.
Foram muitas histórias contadas! Ele com 90 anos de idade ainda dirige seu Mercedez e está muito bem de saúde. Depois da guerra, Heinrich trabalhou com uma empresa de logística na Alemanha e conquistou sucesso profissional. Comprou veleiros e navegou muito pelo Mar Mediterrâneo.
Como estamos na busca do submarino U-513 na costa de Santa Catarina, o depoimento dele foi de grande valia para algumas questões técnicas que tínhamos dúvida. Na semana de Carnaval fomos ao mar em pesquisa e ainda não localizamos o U-513.
O Aysso foi adaptado na popa com um guincho elétrico para a operação do site scan sonar, um equipamento que fotografa o fundo do mar, realizadas pela empresa Coastal Planning & Engineering do Brasil.

As imagens são de um barco afundado embaixo da ponte Hercílio Luz, em Florianopólis. A empresa está dando suporte técnico na busca do U-513.
Abraços,
Vilfredo Schürmann
Fotos:  Todd Southgate