Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Náufrago salvadorenho chega às Ilhas Marshall para atendimento médico

 

  • Homem desembarca com barba espessa e caminhando com dificuldade
  • Ele afirma ter sobrevivido comendo peixes e aves capturados com as mãos e bebendo sangue de tartaruga
    <br />O náufrago José Salvador Albarengo desembarca em Majuro, nas Ilhas Marshall: ele afirma ter ficado mais de um ano à deriva<br />Foto: GIFF JOHNSON / AFPO náufrago José Salvador Albarengo desembarca em Majuro, nas Ilhas Marshall: ele afirma ter ficado mais de um ano à deriva GIFF JOHNSON / AFP

ILHAS MARSHALL - Com uma barba espessa, segurando uma latinha de Coca-Cola e caminhando com dificuldade, o náufrago que afirma ter ficado mais de um ano à deriva no Oceano Pacífico após zarpar do México desembarcou nesta segunda-feira em Majuro, capital das Ilhas Marshall.

Segundo ele, seu nome é José Salvador Albarengo, nasceu em El Salvador e sobreviveu parte do tempo em alto mar bebendo sangue de tartaruga. Um enfermeiro teve que ajudá-lo a desembarcar, após a viagem de 22 horas desde o atol de corais de Ebon. Cerca de mil pessoas aguardavam para ver a chegada do náufrago, que sorriu e acenou antes de ser levado para um hospital onde se submeterá a exames médicos.

“Eu não sabia que hora era, qual era o dia”, disse no hospital ao jornal britânico “The Telegraph”. “Só sabia quando era dia ou noite... nunca vi terra. Só oceano.”

José tem 37 anos e afirma ter zarpado do México no fim de 2012 com um companheiro, que morreu no mar, para pescar tubarões. Eles estavam em uma pequena embarcação de fibra de vidro, de 7,3 metros, cujos motores perderam as hélices. Ele conta ter se alimentado de peixes e aves, que teria apanhado apenas com as mãos.

O náufrago disse ter pensado em se matar quando o companheiro de viagem, Ezekiel morreu após quatro meses no mar. Segundo ele, Ezekiel se recusava a comer.

“Por quatro dias, eu quis me matar. Mas não pude fazê-lo”, contou ao jornal.

Ele foi encontrado a 10 mil quilômetros de distância, desorientado, em um remoto atol de corais com o qual havia topado no fim de semana. Ele tinha acabado de matar um passarinho para comer quando viu árvores.

- Ele saiu do barco com uma barba bem grande - contou o cineasta Jack Niedenthal, que vive em Majuro. - Ele está com dificuldades para caminhar, suas pernas estão muito finas. Não estou pronto para chamar isso de farsa, acho que esse sujeito passou um bom tempo no mar.

Fonte O Globo