Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


domingo, 25 de dezembro de 2011

Confira algumas rápidas respostas para dúvidas de quem tem ou quer ter barco

Geladeira ou caixa térmica?

Náutica

A escolha depende da sua necessidade, do tamanho do barco e de quanto você pretende gastar. As caixas térmicas são mais baratas, bem práticas, eficientes, mas exigem gelo, que, obviamente, não dura para sempre — e, às vezes, não se encontra em qualquer lugar. Já as geladeiras tradicionais custam mais caro, consomem bastante energia num barco (o que pode exigir demais das baterias), ocupam espaço a bordo, mas são perfeitas e conservam a temperatura por tempo indefinido. Há, também, as geladeiras termoelétricas, uma espécie de meio-termo entre as geladeiras e as caixas térmicas, que têm a vantagem extra de servirem para aquecer (além de esfriar) o que estiver dentro delas.
Casco de aço, alumínio, madeira ou fibra de vidro?
O alumínio e o aço são quase eternos, desde que sejam tomados alguns cuidados de manutenção, como o de mantê-los longe de outros metais e de correntes elétricas, para não corroerem. Já o aço precisa ser protegido por uma camada de zinco (metalização) ou pintura. Os barcos de fibra de vidro podem chegar a 30 anos de vida ou mais, dependendo bastante da maneira como são cuidados.
Quanto à madeira, existem barcos com cerca de 100 anos que ainda navegam! Nesses casos, porém, há um trabalho de reposição do revestimento do casco e do convés, além da troca das cavernas, longarinas e quilha de tempos em tempos.
Flapes ou hidrofólios?
Hidrofólios são pequenas “asas” de plástico, de alta resistência, que são presas ao corpo do motor de popa ou de centro-rabeta e criam uma força que ergue a proa do barco. Com isso, diminui-se o tempo de planeio, reduz-se o consumo e melhora-se a velocidade. Já os flapes, além de tudo isso, compensam a má distribuição de peso a bordo, já que são aletas independentes, uma em cada lado do casco e que podem ser comandadas pelo piloto. Mas a grande diferença está mesmo no preço: os flapes são quase 20 vezes mais caros que os hidrofólios.
Vela ou motor?
Veleiros exigem muito mais conhecimento, ou seja, é necessário aprender a velejar. Eles não fazem barulho, tornando a navegação mais prazeroza, porém, lenta, impossibilitando visitar vários lugares no mesmo dia. Já os barcos a motor têm custo mais alto.
Comprar à vista ou parcelado?
Nunca empate todo o seu capital na compra do barco. Até porque irá precisar gastar com equipamentos para ele. A maioria dos estaleiros tem opção de parcelamento com taxas especiais. Mas, no caso de um usado, compre à vista, já que parcelado, os juros ainda são altos.
Sanitário elétrico, manual ou a vácuo?

Náutica

Os vasos manuais funcionam por meio de uma bomba que, pressionada, puxa a água do mar e, depois, empurra os dejetos para um tanque de esgoto ou direto para a água. São os mais simples, mais baratos e os mais usados em pequenos barcos. Já os vasos com sistema de descarga elétrico não custam tanto assim, são bem práticos e usam um tipo de macerador que tritura os dejetos, antes de jogá-los na caixa de esgoto ou na água. Alguns já vêm com botão de acionamento da descarga acoplado ao vaso,o que evita ter de perfurar a parede do banheiro. Os vasos a vácuo, por sua vez, usam o mesmo sistema dos aviões, gastam bem menos água, são mais higiênicos e práticos. Porém, são mais caros e indicados apenas para barcos maiores.
Comprar antes ou depois do verão?
Depois do verão, os preços baixam. Já a partir de setembro, o mercado começa a ser inflacionado por aqueles que procuram um barco em cima da hora, para as férias. Evite.
Com mau tempo, ir contra ou a favor do vento?
Em 90% dos casos, navegar a favor das ondas e do vento é a melhor opção. Só se o mar ficar muito agitado é que navegar a favor pode ser pior. Nesse caso, deve-se navegar contra as ondas, mas com ângulos de 30 a 45 graus em relação a elas.
Catamarã ou monocasco?
De maneira geral, catamarãs (ou seja, barcos com dois cascos idênticos) têm pelo menos três grandes vantagens em relação aos monocascos (que, como o próprio nome diz, são convencionais, com apenas um): mais espaço, mais estabilidade e, geralmente, melhor capacidade para cortar ondas. Por outro lado, os monocascos ocupam menos espaço nas marinas, e dependendo do seu tamanho, podem usar um motor só, enquanto a grande maioria dos catamarãs precisa de dois — porque, salvo em alguns barcos pequenos, não faria sentido instalar um motor exatamente entre os dois cascos.
Garagem náutica ou marina?
Garagens náuticas são quase sempre apenas galpões próximos à água. Já a maioria das marinas e iates clubes tem infra-estrutura para os usuários, como restaurantes, piscina, vestiário etc. Porém, algumas marinas cobram altas taxas, tanto para o ingresso de novos proprietários quanto pelo direito de usar vagas no píer. Costuma variar entre R$ 10 e R$ 20 para cada pé de comprimento do barco.
Inflável de borracha ou PVC?

Náutica

É a dúvida mais comum das pessoas na hora de comprar
um inflável. Quando novos, borracha e PVC são iguais. Mas, quando o tecido começa a envelhecer, o óleo plastificante usado para amolecer articialmente o PVC começa a evaporar e migrar para a superfície, tornando-a cada vez mais oleosa. Isso causa uma deterioração do tecido, que fica mais frágil e vulnerável à umidade, ao calor e aos choques. Por fim, ele pode escurecer, perdendo, às vezes, flexibilidade. A dica para diminuir esse efeito é evitar o contato com os inimigos desse material: areia, solventes e combustíveis. No entanto, o PVC possui uma vantagem importantíssima: custa menos da metade da borracha, o que permite a produção de barcos a preços bem mais acessíveis.
Guardar ou transportar?
Se o barco for menor ou igual a seis metros, é possível transportá-lo numa carreta e você não precisará de marina. Mas se o peso do conjunto ultrapassar 500 kg, a carreta precisará ter freios próprios, como os trailers.
Barco novo ou usado?
A grande vantagem de um barco novo é que você pode montá-lo da maneira que quiser, escolhendo motor, equipamentos e decoração. Também terá certeza da procedência e da garantia, além de poder pagar a prazo. Já nos barcos usados o principal benefício é o preço, obviamente, mais acessível. E na hora de revendê-lo, você não perderá tanto dinheiro. Mas quase sempre terá de pagá-lo à vista.
Guincho elétrico ou manual?
Apesar de serem pesados, os guinchos manuais podem ser usados em lanchas. Mas, geralmente, são mais vistos em veleiros de até 42 pés. São fáceis de instalar e quase não precisam de manutenção. Além disso, são mais confiáveis, já que não têm componentes elétricos ou hidráulicos. Não são práticos nem confortáveis, porque, para retirar a âncora da água, é preciso sair, ir até a proa e acionar o guincho. Já os elétricos são os mais populares. Para aumentar o conforto do comandante, podem ser instalados controles no posto de comando para acionar o guincho. Ou seja, não é preciso sair do cockpit para subir e descer a âncora. No entanto, exige atenção na maneira de usar e na instalação elétrica, caso contrário, pode haver risco de acidentes ou consumo exagerado de energia.
Inflável de fundo rígido ou não?
No Brasil, a grande maioria dos infláveis com mais de dois metros de comprimento apresenta fundo rígido. Eles têm a vantagem de não rasgarem, possuem V mais profundo e, por isso, navegam melhor e são mais rápidos. Já os flexíveis podem ser dobrados e guardados sem ocupar tanto espaço — opção especialmente boa para donos de veleiros ou lanchas com área limitada a bordo.
Motor de popa ou centro-rabeta?
O motor de popa é mais barato, dá mais espaço a bordo e tem manutenção mais fácil. Já o motor de centro-rabeta é mais econômico, silencioso, facilita a atracação de popa, dá mais estabilidade à embarcação e, normalmente, tem vida mais longa.
A diesel ou a gasolina?
Se a lancha for usada para esquiar (ou seja, com necessidade de arrancadas rápidas), a motorização deve ser a gasolina. Por outro lado, o consumo e a autonomia são bem melhores com o diesel. No momento da compra, a motorização a gasolina leva vantagem, pois é bem mais barata. Em compensação, o fiel da balança pende para os motores diesel em manutenção e durabilidade.
Proa aberta ou fechada?

Náutica

A maioria das lanchas pequenas, de até 23 pés, tem a proa aberta, com raras exceções. Dessa maneira, o passeio torna-se melhor porque o espaço permite a vista para o mar. Já com a proa fechada, você pode usar o espaço coberto para guardar objetos e até acomodar as crianças, por exemplo. Sem contar que, com a proa fechada, ganha-se cabine.
Hélice de alumínio ou aço inox?
O alumínio é o material mais comum entre os hélices de lanchas com motor de popa de baixa potência (menos de 40 hp). Como ele é leve, o hélice alcança giro de operação mais rapidamente. Também, no caso de pancadas, entorta fácil, o que amortece o choque e diminui a possibilidade de danificar o motor. É indicado para lanchas de até 16 pés e para quem deseja ter um hélice de reserva, já que, além de não pesar muito a bordo, custa bem menos que os de aço. Seu ponto negativo é que o alumínio não é tão forte quanto o aço e pode deformar se o motor tiver uma rotação muito alta. Já o aço inox é o tipo mais comum entre os motores de alta potência (a partir de 140 hp) e concorre com o alumínio em motores de média. O hélice de aço permite melhor aceleração e gasta menos combustível. Em compensação, é muito mais caro. É indicado para barcos acima de 17 pés e, principalmente, para os maiores de 21 pés. Há, porém, versões pintadas de preto, com a mesma eficiência e mais baratas, apenas porque não são tão bonitas.

Por Otto Aquino
Da Náutica