Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Que tal morar num barco?

Achei esse texto num blog da folha e resolvi compartilha-lo no meu blog.

 

Essa semana, um casal de amigos nossos pegou os três filhos pequenos, entregou as chaves da casa alugada e fez o que planejava há um bom tempo: foi morar num barco.

Para quem não está acostumado à vida náutica, pode parecer loucura ou algum delírio de milionário.

Mas é justamente o contrário: financeiramente, valeu muito a pena para eles.

O barco que compraram, com quatro cabines, custou bem menos que uma casa de três quartos na região ou um apartamento de dois quartos em São Paulo. O custo para deixar o barco numa marina é bem menor que o condomínio de um apartamento.

Para o casal, que trabalha pela Internet, tanto faz morar em uma casa ou em um barco.

Confesso que deu uma inveja danada dos nossos amigos. Imagine poder sair de férias no próprio barco/casa? Soltar as amarras na sexta à tarde, ancorar em alguma ilha deserta e só voltar na segunda de manhã?

Acho curioso como essa opção de vida ainda é considerada, especialmente no Brasil, uma excentricidade. Em vários países do mundo, morar a bordo de um barco não é tão incomum.

Tenho uma amiga que mora com o namorado em São Francisco, num veleiro de 41 pés. Ele trabalha de terno numa agência. Ela sai todo dia de tailleur para o escritório. Não são aventureiros loucos, não passam o dia todo de bermuda. São pessoas normais, com empregos normais, e que optaram por morar num barco.

Por que não?

Não deveria ser uma opção mais popular aqui no Brasil, país de litoral gigantesco, que não sofre com invernos rigorosos e que não tem furacões, tufões ou outros problemas climáticos sérios?

Infelizmente, a estrutura de marinas do país é atrasadíssima. Salvo algumas exceções, parar seu barco nas costas brasileiras é uma aventura.

Todos os donos de barco com quem converso reclamam da falta de investimentos no setor e da burrice de um país como o Brasil não investir mais em seus portos e marinas.

Espero que a situação melhore e que mais pessoas passem a ver isso como uma opção real de vida. Desejo boa sorte a nossos amigos. Quem sabe, daqui a um tempinho, não fazemos o mesmo?

Escrito por André Barcinski